InternacionalGoleiro preso vira símbolo de protesto na Copa do Mundo de 2026

Goleiro preso vira símbolo de protesto na Copa do Mundo de 2026

Protestos na Copa do Mundo

Durante o empate por 0 a 0 entre Irã e Bélgica, no domingo (21), pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, um torcedor iraniano levantou no SoFi Stadium, em Los Angeles, um cartaz com a pergunta: “Onde está Rashid Mazaheri?”.

O ex-goleiro da seleção iraniana está preso desde fevereiro após criticar, nas redes sociais, o então líder supremo Ali Khamenei, morto durante os ataques dos EUA e Israel em 28 de fevereiro.

Repressão ao futebol iraniano

Rashid Mazaheri foi durante alguns anos o goleiro reserva da seleção iraniana. Ele chegou a participar da Copa do Mundo de 2018, na Rússia. O jogador passou a maior parte da carreira à sombra do titular do time, Alireza Beiranvand, mas fez boas atuações nos clubes de futebol do Irã por onde passou e foi titular, o Esteghlal e o Sepahan.

Em fevereiro deste ano, segundo informaram ONGs de direitos humanos, Mazaheri publicou uma frase em sua conta no Instagram sobre Ali Khamenei, então líder supremo da República Islâmica. Ele classificou o ditador como “apenas um capítulo sombrio e passageiro” na história do Irã.

Casos de perseguição

Além de Mazaheri, outros jogadores e pessoas ligadas ao futebol iraniano também foram perseguidos pelo regime. Segundo levantamento da organização Human Rights for Sport, com sede na Noruega, ao menos 44 jogadores foram mortos durante os protestos contra o regime ocorridos entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Outros dez permanecem presos, alguns sob risco iminente de execução.

Um dos casos mais graves é o de Ehsan Hosseinipour Hesarloo, atleta do clube Jahan Gostar, de Teerã. Segundo a organização Iran Human Rights, ele foi condenado à morte pela Suprema Corte iraniana após ter enfrentado um processo marcado, segundo a entidade, por denúncias de tortura e ausência de defesa adequada.

Torcida iraniana no exterior

Os primeiros jogos da seleção iraniana mostraram que a torcida no exterior tem se dividido entre apoiar o time e rejeitar o regime que governa o país.

Na estreia do país na Copa, contra a Nova Zelândia, centenas de iranianos já haviam protestado do lado de fora do estádio, com bandeiras da era da monarquia e gritos contra o regime de Teerã. Parte da torcida também vaiou o hino da República Islâmica dentro do estádio.

Contra a Bélgica, enquanto muitos torcedores apoiavam o Team Melli, como a seleção é conhecida, outros vaiavam o hino, viravam as costas e exibiam cartazes contra o regime. Um torcedor usando uma camisa com a bandeira da monarquia chegou a ser detido após tentar entrar no campo.

A fonte original da notícia é a Gazeta Mundo, disponível em https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/goleiro-preso-vira-simbolo-de-protesto-na-copa/

Fonte: Gazeta Mundo

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