Introdução
Doze anos após a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, os estádios construídos ou reformados para o evento ainda geram dívidas e prejuízos milionários para os contribuintes de diversos estados brasileiros.
Estádios sob Gestão Estatal
Em estados como Amazonas, Ceará, Mato Grosso e Pernambuco, as arenas, geridas pelos governos locais, ainda dão prejuízo operacional e consomem verbas públicas que poderiam ser destinadas a investimentos em outras áreas, como saúde e educação.
Arena da Amazônia
A Arena da Amazônia, em Manaus, é um exemplo emblemático. Construída com um custo final de R$ 757,5 milhões, a arena tem um custo anual de manutenção que chega a R$ 15 milhões.
Arena Pantanal
A Arena Pantanal, em Cuiabá, também enfrenta desafios. Inicialmente orçada em R$ 454,2 milhões, a obra consumiu cerca de R$ 570 milhões após sucessivos aditivos e questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) referentes a sobrepreços.
Estádios com Parceria Público-Privada (PPP)
Em estados como Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Bahia, os estádios adotaram o modelo de PPP, que tem gerado lucro para as concessionárias, mas despesas para os governos estaduais.
Arena das Dunas
A Arena das Dunas, em Natal, teve um custo anunciado de R$ 400 milhões e foi concedida à construtora OAS por 20 anos. No entanto, a gestão do ativo se tornou instável devido à recuperação judicial da empreiteira.
Mineirão e Fonte Nova
O Mineirão, em Belo Horizonte, e a Fonte Nova, em Salvador, também adotaram o modelo de PPP, com os estados assumindo o papel de fiadores da liquidez dos consórcios privados.
Conclusão
Os estádios da Copa de 2014 continuam a gerar dívidas e prejuízos milionários para os contribuintes brasileiros. É fundamental que sejam adotadas medidas para garantir a sustentabilidade financeira desses equipamentos e evitar que os custos sejam transferidos para as gerações futuras.
Fonte: Gazeta Economia


