Desaprovação ao governo Lula
A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue superando a aprovação de acordo com a nova rodada da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10), mas já encostando na aprovação dentro da margem de erro.
De acordo com o levantamento, a desaprovação chega a 48%, enquanto que a aprovação alcança 47%. Em ambos os números, houve uma oscilação de 1 ponto percentual na comparação com a pesquisa realizada no mês passado, em uma tendência de inversão.
Análise da pesquisa
“Essa melhora no cenário para o presidente Lula tem três explicações complementares: primeiro, os efeitos da isenção do imposto de renda continuam a aumentar mesmo que marginalmente. Segundo, o novo Desenrola já fez cair o percentual de brasileiros que se diziam com muitas dívidas (de 28% para 23%), enquanto foi para 30% o percentual de quem diz que não tem mais dívidas. E, terceiro, a circulação de notícias positivas sobre o governo Lula continua aumentando”, afirmou o pesquisador Felipe Nunes, CEO da Quaest.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho em 120 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07661/2026.
Regiões e preferências políticas
A Quaest apontou que a desaprovação ao governo Lula ainda é maior nas regiões Sul (63%), Sudeste (51%) e Centro-Oeste/Norte (50%). A aprovação é maior apenas no Nordeste (61%).
Já entre as preferências políticas, os entrevistados que se declaram independentes ainda desaprovam mais (47%) do que aprovam (41%). Lula é, ainda, desaprovado mais pelos homens (53% a 44%) do que pelas mulheres (44% a 49%).
Avaliação de Lula
Além da desaprovação a Lula ainda superar a aprovação, a avaliação negativa do petista também supera a positiva – e estacionou no atual patamar registrado na pesquisa anterior:
Negativo: 38%, ante 39% em maio;
Positivo: 34% nas duas pesquisas;
Regular: 26%, ante 25%;
Não sabe/não respondeu: 2% nas duas pesquisas.
A redução da desaprovação e da avaliação negativa, no entanto, caminha mais devagar do que o esperado pelo Palácio do Planalto principalmente por conta de questões como o aumento do custo de vida, de preocupações com as contas públicas e da sensação da falta de segurança.
Fonte: Gazeta Política


