Defesa de Felipe Vorcaro contesta prisão preventiva
A defesa de Felipe Cançado Vorcaro apresentou uma petição ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, solicitando a reavaliação da decisão que manteve a prisão preventiva do seu cliente. A petição se baseia em um trecho do voto divergente do ministro Gilmar Mendes, que defendeu a revogação da prisão preventiva de Felipe.
Contexto da prisão preventiva
Felipe Vorcaro foi preso temporariamente durante a quinta fase da Operação Compliance Zero. A decisão foi motivada por uma suposta tentativa de fuga em um carrinho de golfe durante uma diligência da Polícia Federal (PF) em uma chácara em Trancoso (BA). No entanto, a defesa argumenta que um laudo comprovou que as pessoas flagradas nas câmeras não eram Felipe, mas sim seu sogro e um hóspede.
Investigações sobre o caso Master
As investigações sobre o caso Master apontam para um braço da organização criminosa chefiada por Vorcaro que teria como objetivo obter informações privilegiadas de inquéritos contra o grupo, conhecido como ‘A Turma’. A sexta fase da operação mirou em policiais federais que serviriam de ponte para o esquema.
A defesa de Felipe Vorcaro alega que o sistema do órgão não permite o acesso a inquéritos por delegados que não estão trabalhando neles. Além disso, a defesa cita a advertência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre a possibilidade de sobreposição de registros e a extensão da amostra analisada, que envolve 1.221 pessoas físicas e jurídicas ao longo de mais de sete anos.
A defesa também destaca que o ministro Gilmar Mendes foi o único a examinar um relatório do banco BTG Pactual sobre as movimentações financeiras supostamente ilícitas. O relatório foi acompanhado de um ‘vasto acervo documental, incluindo auditorias de risco e pareceres legais que esclarecem e indicam, ao menos em um juízo perfunctório, a regularidade das referidas operações financeiras’.
Fonte: Gazeta Política


