A crise separatista no Canadá
A província de Alberta, no Canadá, está no centro de uma crise separatista que pode ter implicações profundas para o país. A primeira-ministra provincial, Danielle Smith, anunciou a abertura de um processo legal para avaliar a separação do país, com um referendo marcado para outubro.
Origens da crise
A crise tem suas raízes na agenda globalista do governo federal, que impôs metas ambientais inflexíveis e regulações que centralizam o poder de decisão nas mãos da administração federal. Alberta, que possui o maior PIB per capita entre as províncias canadenses, alega que essas ações têm atingido sua principal fonte de recursos: o mercado de petróleo e gás natural.
Consequências da separação
Uma eventual secessão de Alberta poderia ter impactos profundos na agenda do primeiro-ministro liberal Mark Carney. A perda de uma província rica em recursos naturais, especialmente petróleo, levaria a uma diminuição substancial da base tributária e da capacidade econômica do Canadá, desestabilizando as finanças federais com impactos em programas sociais e investimentos em infraestrutura por todo o país.
Relação com os EUA
A relação entre o governo de Mark Carney e de Donald Trump tem sido marcada por tensões, e a crise separatista em Alberta pode ser usada como uma oportunidade estratégica para extrair concessões significativas. O governo Trump pode se beneficiar da movimentação separatista em Alberta para potenciar as negociações com o Canadá, oferecendo acordos comerciais bilaterais vantajosos diretamente com uma Alberta “independente” ou “autônoma”, contornando o governo federal canadense.
Fonte: Gazeta Mundo


