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Por Guilherme Grandi
Por Guilherme Grandi
12/06/2026 às 15:13
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A conta de luz dos brasileiros deverá ficar mais cara em 2026 segundo estimativa divulgada nesta sexta-feira (12) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O aumento será de 8,6% ao longo do ano, percentual superior às projeções de inflação para o mesmo período.
O índice previsto pela agência supera as expectativas do mercado para os principais indicadores econômicos, de 4,9% para o IPCA e de 5,8% para o IGP-M. Ou seja, a conta de luz deverá pesar mais no orçamento das famílias, empresas e indústrias.
Segundo a Aneel, a principal razão para a alta são os encargos cobrados no setor elétrico e outros custos financeiros que compõem a tarifa. Entre eles está a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que financia descontos tarifários e programas sociais e que sozinho deverá responder por cerca de três pontos percentuais do reajuste previsto.
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Outro fator que contribuirá para o aumento são as revisões tarifárias das distribuidoras de energia previstas para 2026. Nesses processos, a Aneel reavalia os investimentos realizados pelas concessionárias, o que também acaba sendo refletido nas contas pagas pelos consumidores.
Dados da agência mostram que os subsídios incluídos nas tarifas de energia somaram R$ 55 bilhões entre junho de 2025 e maio de 2026. Esses valores são repassados aos consumidores por meio da conta de luz.
Nem todos os brasileiros, porém, sentirão o aumento da mesma forma. Consumidores atendidos por 22 distribuidoras localizadas em áreas da Sudam e da Sudene poderão ter redução de até 5,8% nas faturas ao longo de 2026.
O desconto será possível por conta da antecipação de pagamentos feitos por empresas geradoras de energia à União. Os recursos serão usados para reduzir o impacto das tarifas nessas regiões.
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A Aneel também estuda mudar a data de pagamento do Bônus de Itaipu, benefício concedido quando há sobra financeira na comercialização da energia da usina. A proposta é que o crédito passe a ser aplicado nas contas de agosto, em vez de julho.
O bônus é destinado a consumidores residenciais e rurais que consomem menos de 350 kWh por mês. A mudança ainda depende de aprovação da diretoria da agência.
Outro tema em discussão é a criação de uma tarifa fixa para consumidores de baixa tensão, categoria que inclui residências e pequenos comércios. A proposta substituiria a cobrança mínima atual por um valor mensal destinado a cobrir custos operacionais das distribuidoras.
Se a medida for aprovada, entrará em vigor em 2028 e poderá chegar a R$ 4,82 para ligações monofásicas, R$ 6,31 para bifásicas e R$ 9,37 para trifásicas.
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Fonte: Gazeta Economia


