Por Gazeta do Povo Lab
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Por Catholic News Agency
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10/06/2026 às 12:09
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Durante uma vigília em Barcelona nesta terça-feira (9), o Papa Leão XIV respondeu a questionamentos profundos de três jovens sobre saúde mental e perdão. O pontífice abordou temas como a busca por propósito e traumas familiares com uma abordagem marcada por sensibilidade e esperança.
Qual foi a orientação do Papa para quem busca um propósito de vida?
O Papa explicou que o desejo por felicidade é um dom divino e que o ser humano foi feito para o infinito. Ele alertou que o foco exagerado em lucro, desempenho e na própria imagem funciona como um 'anestésico' que impede as pessoas de enxergarem o próximo e as injustiças sociais. Para combater isso, ele sugeriu cultivar o silêncio, ler o Evangelho e buscar o apoio de comunidades e líderes religiosos.
Como o pontífice abordou a questão da depressão e do suicídio?
Ao ouvir o relato de uma professora que tentou tirar a própria vida, o Papa afirmou que a saúde mental está sob ameaça constante em sociedades modernas devido a pressões e expectativas irreais. Ele destacou que Deus não deseja o sofrimento, mas o suporta junto com a pessoa. Leão XIV recomendou que ninguém enfrente a dor sozinho, incentivando a busca por companhia discretas que ajudem a atravessar momentos de escuridão profunda.
O que o Papa disse sobre onde encontrar Deus no sofrimento?
Ele usou a figura da cruz para explicar que Deus não abandona as pessoas, permanecendo 'crucificado' ao lado de quem sente dor e solidão extrema. Para o Papa, quando Deus parece ausente, é o momento de clamar e confiar a Ele os fardos do coração. Ele alertou contra a 'espiritualização' barata da dor, reforçando que o sofrimento não deve ser minimizado como se fosse simplesmente a vontade de Deus.
É possível perdoar agressões graves e traumas familiares?
O Papa ressaltou que o perdão é uma jornada de pequenos passos e não um interruptor. Se lido apenas como uma obrigação, o Evangelho pode causar frustração em quem se sente incapaz de perdoar. Segundo ele, o perdão não significa necessariamente retomar um relacionamento pleno com quem foi violento, mas sim rejeitar o ódio e a vingança, pedindo a Deus que transforme o ressentimento em compaixão aos poucos.
De quem é a responsabilidade pela violência no mundo segundo o Papa?
Questionado sobre onde Deus estaria durante abusos na infância, o pontífice explicou que a humanidade recebeu inteligência e liberdade, e que não se pode atribuir a Deus o que é de nossa responsabilidade. Ele afirmou que a violência e o individualismo são frutos das dinâmicas sociais e das escolhas humanas, e que essas perguntas difíceis devem ser direcionadas à cultura da sociedade, e não à negligência divina.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Fonte: Gazeta Mundo


