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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Gazeta do Povo Lab
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Por Aline Rechmann
Por Aline Rechmann
30/06/2026 às 02:14
30/06/2026 às 02:14
O presidente Lula desembarca em Assunção nesta terça-feira (30) para a cúpula do Mercosul. Ele enfrenta um cenário adverso, com a consolidação de governos de direita na região e críticas à velocidade da ajuda brasileira após os terremotos que devastaram a Venezuela.
Qual é o principal desafio político de Lula nesta cúpula do Mercosul?
O principal desafio é o isolamento ideológico. Diferente do início de seu mandato em 2023, quando havia uma maioria de governos progressistas, o mapa político sul-americano mudou. Com a eleição de presidentes conservadores na Argentina, Chile, Equador e Peru, o Brasil deixou de ser a voz da maioria e passou a ser uma exceção no bloco, enfrentando resistência em agendas ambientais e de direitos humanos.
Como a tragédia na Venezuela afeta a liderança regional do Brasil?
A resposta aos terremotos na Venezuela tornou-se um teste de influência. Especialistas avaliam que o Brasil perdeu a chance de reafirmar sua liderança, pois enviou ajuda de forma menos célere e em menor escala do que sua capacidade produtiva permitiria. Países como os Estados Unidos e até vizinhos como El Salvador e Argentina mobilizaram recursos vultosos, o que gera uma percepção de perda de protagonismo diplomático brasileiro.
O que mudou no funcionamento interno do Mercosul hoje?
O bloco caminha para ser prioritariamente um acordo comercial, afastando-se do projeto de integração política defendido pelo PT. Como o Mercosul funciona por consenso, a falta de convergência ideológica obriga o Brasil a focar em negociações bilaterais sobre infraestrutura e segurança, já que temas mais subjetivos ou políticos encontram barreiras entre os novos governos de direita.
Quem são os novos interlocutores e como eles se relacionam com o governo brasileiro?
Lula encara interlocutores com prioridades opostas às do Planalto. Um exemplo marcante é Javier Milei, da Argentina, que tem evitado encontros com o presidente brasileiro enquanto prestigia figuras da oposição nacional, como o senador Flávio Bolsonaro. Essa divisão enfraquece a articulação do Brasil dentro do bloco e dificulta a retomada do protagonismo global que Lula buscava no início de seu mandato.
Qual ajuda humanitária o Brasil enviou efetivamente à Venezuela?
O governo enviou três voos com 71 bombeiros, um hospital de campanha da Marinha com 48 efetivos, purificadores de água e cerca de 111 mil medicamentos. Embora significativa, a estrutura foi modesta se comparada aos US$ 150 milhões e às seis aeronaves de carga enviadas pelos EUA, ou ao envio massivo de socorristas por El Salvador, o que acirra a disputa regional pelo chamado 'soft power' (influência por meio de ações de cooperação).
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Fonte: Gazeta Política


