A Cidade Perdida
No ano de 1967, arqueólogos descobriram uma das cidades submersas mais antigas do mundo, Pavlopetri, localizada na Baía de Vatika, no sudeste do Peloponeso, na Grécia. Habitada há aproximadamente 5 mil anos, durante a Idade do Bronze, a cidade impressiona por ser preservada quase completamente, com estruturas identificáveis sob a água.
Nas últimas pesquisas realizadas no sítio arqueológico, foi possível identificar pelo menos 15 grandes edifícios, e descobriu-se também um cemitério contendo 60 sepulturas de pedra. Pesquisadores também reconheceram ruas, pátios, tumbas, além de artefatos antigos, como objetos utilizados em mesas e grandes jarros minoicos.
A Organização da Cidade
A cidade impressiona pelo planejamento urbano e uma organização incomum para a Idade do Bronze: ruas alinhadas, quarteirões regulares, áreas abertas definidas e, na época, até uma sofisticada rede de escoamento. Para os estudiosos, a cidade funcionava também como um porto ativo e a integração entre moradias, vias e áreas de comércio reforça a ideia de que a antiga comunidade era ligada ao comércio marítimo.
Os estudiosos acreditam que uma série de terremotos violentos que afetaram a região tectônica do sul da Grécia causou o afundamento de Pavlopetri. Entretanto, mesmo com os fortes abalos sísmicos, as estruturas milenares da cidade permaneceram intactas, mesmo sem a intervenção humana.
A Descoberta e a Preservação
Quando “encontrada” pela primeira vez, os arqueólogos e historiadores identificaram apenas parte de Pavlopetri e os objetos encontrados na época datavam do período micênico, entre 1650 e 1180 a.C. Com o avanço das pesquisas, descobriu-se que o local se expandia para além do sul, e que a cidade era, na verdade, muito mais antiga, com estruturas que remontam a 3.000 a.C.
Em 2016, a cidade foi incluída na lista do World Monuments Watch, que tem como objetivo preservar locais considerados preciosos ao redor do mundo. A associação afirma que Pavlopetri está ameaçada pela poluição, danos causados pela ancoragem de navios, saques e pilhagens, bem como por projetos de construção de infraestrutura.
Além disso, a cidade foi retratada em um jogo online com mais de 10 milhões de cópias vendidas, permitindo que os jogadores visitem a cidade submersa e conheçam sua história.
Fonte: Gazeta Mundo


