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Chineses querem levar todos os projetos de ferrovias lançados pelo governo, diz ministro

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Por Guilherme Grandi

Por Guilherme Grandi

17/06/2026 às 10:12

17/06/2026 às 10:12

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O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que empresas chinesas estão interessadas em todos os projetos ferroviários que o governo federal pretende leiloar nos próximos meses. Segundo ele, não há nenhum ativo da carteira de ferrovias sem pelo menos um grupo chinês acompanhando as oportunidades de investimento.

Representantes do governo chinês e executivos das principais empresas de infraestrutura do país já conheceram os projetos e demonstraram interesse em participar das futuras concessões.

“A gente tem empresa chinesa que gosta de um projeto, tem outra empresa chinesa que gosta de outro projeto. Não tem nenhum ativo nosso que vai a leilão que não tenha pelo menos 1 grupo chinês olhando. Em média, tem 2 grupos [chineses interessados em cada projeto]”, declarou em entrevista ao site Poder360 publicada nesta quarta-feira (17).

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Na semana passada, integrantes do Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da Infra S.A. e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estiveram na China para apresentar a carteira ferroviária brasileira a mais de dez empresas e instituições ligadas ao setor de infraestrutura.

Segundo Santoro, as reuniões mostraram que os potenciais investidores conhecem os empreendimentos em detalhes e acompanham de perto os planos do governo.

“A gente teve tempo para discutir detalhadamente os projetos, 1 a 1, com cada uma das empresas. O nível de perguntas que eles fazem e o nível de conhecimento dos projetos é muito grande”, afirmou o ministro.

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Além dos grupos chineses, empresas do México, Itália, Espanha e Portugal também avaliam participar das concessões ferroviárias previstas pelo governo. Santoro disse que o acordo entre Mercosul e União Europeia ampliou o interesse de investidores europeus por projetos de infraestrutura no Brasil.

A estratégia do governo é atrair capital privado para destravar investimentos no setor ferroviário, apesar dos atrasos no cronograma original. A previsão inicial era realizar os oito leilões da carteira ainda neste ano, mas nenhum edital foi publicado até agora e parte dos projetos deverá ficar para 2027.

Mesmo assim, o Ministério dos Transportes trabalha para promover ao menos cinco leilões no segundo semestre. Os projetos do Corredor Minas-Rio, Anel Ferroviário Sudeste, Ferrovia Malha Oeste e Ferrogrão já estão em análise no Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto a expansão do Corredor Leste-Oeste está em fase de audiência pública.

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Santoro afirmou que a meta continua sendo publicar os editais dos projetos o mais rápido possível, respeitando os prazos legais exigidos para cada concessão.

“Estamos trabalhando com o cenário de botar todos os editais na rua esse ano. A gente vai conseguir fazer os 8 leilões esse ano? Acredito que não, porque a gente tem um cronograma legal a cumprir”, completou.

Dos leilões em andamentos, a Ferrogrão é considerada a mais importante para ligar a região produtora de grãos do Mato Grosso aos portos do chamado Arco Norte, um complexo logístico estratégico nos estados de Rondônia, Amazonas, Pará, Amapá e Maranhão.

O projeto é visto pelo setor logístico como uma alternativa para ampliar a capacidade de escoamento da produção agrícola brasileira e reduzir a dependência do transporte rodoviário em uma das principais rotas do agronegócio nacional.

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Fonte: Gazeta Economia

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