Depoimento sobre arma apreendida
Os advogados de Jair Bolsonaro pediram ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que retire a limitação de tempo das reuniões entre o ex-presidente e sua equipe de defesa. Isso ocorre para que Bolsonaro possa se preparar para o depoimento sobre a arma em seu nome apreendida com um membro de sua segurança.
A oitiva ocorrerá de forma presencial, na terça-feira (23), uma vez que Bolsonaro não pode usar equipamentos eletrônicos de comunicação, e ainda não há uma decisão do ministro sobre a flexibilização.
Requisição da defesa
A medida se revela indispensável ao pleno exercício da garantia constitucional da ampla defesa, permitindo a necessária interlocução entre o custodiado e seus patronos antes da realização do ato, argumenta a petição.
Contexto do caso
Nesta quinta-feira (25), completam-se 90 dias desde que o ex-presidente recebeu alta do hospital DF Star e passou a cumprir sua prisão em regime domiciliar humanitário. Antes do encerramento do prazo, porém, ocorrerá a oitiva conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Ao ser parado em uma blitz, um sargento cedido ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que trabalhava na defesa do ex-presidente teve seu carro revistado. Nele, foi encontrada uma arma de fogo registrada em nome de Bolsonaro. Em depoimento, o sargento disse que pegou a pistola para consertá-la, e que devolveria a arma no dia seguinte.
Saúde de Bolsonaro
Três dias antes da alta por broncopneumonia, Moraes havia concordado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendido que a recuperação do quadro de broncopneumonia bacteriana deveria ocorrer em casa.
Apesar de o benefício ter sido concedido para tratamento do quadro respiratório, Bolsonaro passou por outra cirurgia durante a prisão domiciliar, para tratar de uma lesão no manguito rotador do ombro direito.
No último relatório, o fisioterapeuta Kléber Antonio Caiado de Freitas informou que permanecem restrições nos movimentos de rotação interna e externa do ombro, região que não está sendo tratada de forma intensiva devido à orientação dos médicos de aguardar a cicatrização.
Na mesma data, o cardiologista Brasil Ramos Caiado, chefe da equipe médica, revelou que a base do pulmão esquerdo ainda apresenta alterações residuais.
Fonte: Gazeta Política


