Depoimento de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil por cerca de cinco minutos sobre a arma apreendida com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz.
O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, disse que Bolsonaro confirmou ter pedido ao segurança para avaliar a pistola Glock 9mm, que não estava funcionando.
Investigação e prisão domiciliar
Bolsonaro reforçou a versão apresentada por sua defesa ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os agentes da Polícia Civil ficaram aproximadamente 40 minutos na residência de Bolsonaro, onde ele cumpre prisão domiciliar.
A arma foi apreendida às 23h30 da última segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga.
Detalhes da apreensão
Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e disse que a pistola Glock 9mm e um carregador sobressalente pertenciam ao ex-presidente.
O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de realizar o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.
A defesa admitiu que o ex-presidente solicitou o conserto da pistola, mas negou vínculo entre o pedido e o término do período de prisão domiciliar humanitária.
De acordo com os advogados, a equipe de segurança decidiu remover o percussor da arma — peça fundamental para o disparo — após observar que o Bolsonaro vinha fazendo uso de medicamentos psiquiátricos.
A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso e pediu autorização para tomar o depoimento do ex-presidente. Moraes concordou com a oitiva, mas determinou que ela fosse realizada na prisão domiciliar, pois Bolsonaro está proibido de usar equipamentos eletrônicos.
Fonte: Gazeta Política


