Declaração de Alcolumbre
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que não pode ser seletivo para pautar propostas que alteram pisos salariais de diversas categorias em ano eleitoral.
Alcolumbre disse que, se for para votar, terá que votar todas as propostas ou não votar nenhuma, pois não há como a União bancar todos os reajustes.
Pautas-bomba
Entre as propostas que aguardam votação estão a PEC que concede aposentadoria a agentes de saúde, a PEC que amplia a parcela mínima destinada pela União, estados e municípios ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o projeto de lei sobre a renegociação das dívidas dos produtores rurais e o novo piso salarial de médicos e dentistas.
O governo avalia que somadas as propostas consideradas pautas-bomba podem custar R$ 270 bilhões aos cofres públicos nos próximos anos.
Reunião com Durigan
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez um apelo para que o Congresso evite aprovar pautas com grande impacto orçamentário.
Alcolumbre e Durigan discutiram o tema em reunião nesta tarde.
Resposta do líder do governo
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse que se solidariza com Alcolumbre diante das cobranças.
Wagner destacou que é preciso ter serenidade para fazer as coisas e que todas as categorias são merecedoras, mas é necessário ter equilíbrio.
Fonte: Gazeta Economia


