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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Vinicius Macia
Por Vinicius Macia
30/06/2026 às 20:59
30/06/2026 às 20:59
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A advocacia do Senado Federal pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que atue em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) no caso Master. A informação foi revelada nesta terça-feira (30) pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
"A advocacia do Senado Federal está preparando todas as peças jurídicas para que a instituição Senado da República ingresse como parte nesta ação, solicitando ao Judiciário brasileiro para que possa restabelecer o bom e efetivo exercício do mandato de sua excelência, o senador da República Jaques Wagner", afirmou o parlamentar.
Alcolumbre assumiu posição de defesa do petista no mesmo dia da deflagração da nona fase da operação Compliance Zero. À imprensa, ele manifestou apoio e "solidariedade integral" ao colega e disse ter convicção de que a verdade virá à tona.
"Eu tenho aqui uma relação institucional e profissional com o líder Jaques Wagner muito boa. Eu confio no Jaques Wagner e acho que ele vai ter oportunidade e espaço para se defender", afirmou.
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PF vê atuação favorável ao Master em troca de benefícios
A Polícia Federal (PF) apontou indícios de que o senador teria recebido diversos benefícios em troca de uma atuação parlamentar favorável ao banco Master, como a apresentação de uma emenda que aumentou o limite do crédito consignado para aposentados e pensionistas, além de autorizar empréstimos e financiamentos utilizando o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
As vantagens incluiriam, além do pagamento de propina, a facilitação da compra de um imóvel de luxo, pagamentos ligados a uma de suas empresas e o uso de jatinhos particulares. O senador nega qualquer irregularidade e diz que esteve com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, apenas duas vezes, sem tratar da instituição.
Para o presidente do Senado, o Brasil tem violado a garantia de presunção de inocência por conta da exposição das operações. O bloqueio de valores e contas, e~m sua visão, afetaria o próprio exercício do mandato, o que justificaria a atuação da advocacia da Casa. .
"Nem com deputado do PT ou senador do PT, nem com deputado do PL ou senador do PL. Não está correta a criminalização da política brasileira, porque eu não sei a quem interessa criminalizar a política brasileira. Não é à democracia e não é ao Brasil", concluiu.
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Fonte: Gazeta Política


