Ypê consegue suspender proibição da Anvisa
A Ypê conseguiu suspender temporariamente os efeitos da decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que havia proibido a fabricação, comercialização e distribuição de diversos produtos da marca.
A suspensão ocorreu após a empresa apresentar recurso administrativo contra a medida adotada pela agência reguladora.
Alerta sobre produtos
Mesmo com o efeito suspensivo, a Anvisa continua orientando os consumidores a não utilizarem os produtos envolvidos no caso até a conclusão da análise definitiva do recurso.
Em comunicado divulgado, a Ypê informou que encaminhou à agência documentos técnicos e esclarecimentos relacionados ao processo de fabricação que resultou na restrição.
Recurso administrativo
Segundo a companhia, a legislação prevê que a apresentação do recurso interrompe automaticamente os efeitos da decisão até que haja nova deliberação da diretoria colegiada da Anvisa.
Com isso, ficam temporariamente suspensas as restrições impostas pela Anvisa aos produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes.
A Ypê afirmou ainda que continuará colaborando com os órgãos reguladores para solucionar a situação “com base em critérios científicos e técnicos”.
Recomendação da Anvisa
A Anvisa reiterou que mantém a avaliação de risco sanitário relacionada à Química Amparo, em Amparo (SP), responsável pela fabricação dos produtos da marca Ypê.
Em nota, a Anvisa reforçou a recomendação para que os consumidores evitem o uso dos itens citados enquanto o processo estiver em análise.
A agência também informou que cabe à empresa orientar os consumidores sobre eventuais procedimentos de recolhimento, troca, devolução ou ressarcimento por meio de seus canais de atendimento.
Entenda o caso
Na quinta-feira (7), a Anvisa determinou o recolhimento de diversos produtos da Ypê após identificar irregularidades consideradas graves em etapas do processo de fabricação na unidade fabril em Amparo.
Segundo a agência, inspeções apontaram falhas em sistemas de garantia da qualidade, produção e controle sanitário, o que comprometeria requisitos das chamadas Boas Práticas de Fabricação (BPF).
Ainda de acordo com a Anvisa, os problemas encontrados poderiam representar risco de contaminação microbiológica nos produtos.
Fonte: Gazeta Economia


