Por Bruno Maffi
Por Bruno Maffi
01/05/2026 às 22:15
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta sexta-feira (1º) a retirada de 5 mil soldados da Alemanha no prazo de até um ano. A decisão amplia a tensão com Berlim e aliados da Otan diante da resistência europeia em apoiar o esforço militar americano no Irã. A medida ocorre dias após o chanceler Friedrich Merz declarar que os EUA foram “humilhados” pelo Irã e que não identifica uma estratégia americana para encerrar o conflito.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que a decisão resulta de uma revisão da presença militar na Europa. Ele disse que a retirada deve ocorrer entre seis e doze meses.
Uma brigada de combate deixará a Alemanha. O contingente americano na Europa retornará ao nível de 2022, antes da invasão da Ucrânia pela Rússia. A medida revoga o plano do governo Joe Biden de enviar ao país um batalhão com mísseis convencionais de longo alcance neste ano. Washington e Berlim anunciaram esse envio na cúpula da Otan de 2024, na capital americana. Autoridades informaram que os militares retirados seguirão para o Hemisfério Ocidental e para o Indo-Pacífico.
Alemanha é a principal base estratégica dos EUA na Europa
No fim do ano passado, os EUA mantinham 68 mil militares ativos em bases na Europa, segundo o Centro de Dados de Recursos Humanos da Defesa. Desse total, mais de 36,4 mil estavam na Alemanha.
O país funciona como principal polo militar americano no continente, com centros de treinamento e apoio a operações no Oriente Médio. Bases alemãs atuaram como hubs logísticos e pontos de reabastecimento da Operação Fúria Épica, campanha dos EUA contra o Irã.
A Alemanha abriga estruturas estratégicas, como a Base Aérea de Ramstein, o Comando Europeu dos EUA e o quartel-general do Comando Africano dos EUA, além do Centro Médico Regional de Landstuhl, maior hospital militar americano fora do território nacional. A unidade atendeu feridos do conflito no Irã.
Trump avalia reduzir tropas em outros países da Europa
Na quinta-feira (30), Trump afirmou que avalia reduzir tropas também na Itália e na Espanha. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, criticou a ofensiva coordenada entre EUA e Israel e rejeitou o uso de bases espanholas.
Trump reagiu com ameaças de sanções comerciais e citou a possibilidade de suspender a Espanha da Otan, hipótese sem amparo nas regras da aliança. Hoje, cerca de 3,2 mil militares americanos permanecem no país.
Na Itália, o governo de Giorgia Meloni evitou envolvimento direto até o fim de março, quando negou o uso de uma base na Sicília por aviões americanos que transportavam armas. O atrito aumentou após críticas da premiê a declarações de Trump sobre o Papa Leão XIV. Aliada anterior, Meloni passou a enfrentar acusações de falta de “coragem”.
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Fonte: Gazeta Mundo


