Encontro na Casa Branca
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira (7). A reunião, que durou cerca de três horas, foi considerada “muito boa” por Trump, que a definiu como “dinâmica”.
Lula apelou para o “fator China” ao pedir mais investimentos dos EUA no Brasil, destacando que os EUA perderam o posto de maior parceiro comercial do Brasil no século XX, após a China passar a buscar mercadorias que só o Brasil tem capacidade de produzir em larga escala.
Comércio e investimentos
Segundo Lula, os EUA deixaram de olhar para a América Latina com uma visão econômica, focando em combater o narcotráfico, enquanto a União Europeia reduziu sua atenção à região e à África após a conquista do Leste Europeu. “Agora percebem a importância da América Latina nesse mundo conturbado”, declarou.
Trump afirmou que representantes dos dois países deverão se reunir no futuro para tratar de “certos pontos-chave” discutidos no encontro. O líder republicano também disse que novas reuniões serão marcadas nos próximos meses, “conforme necessário”.
Relação bilateral
O encontro foi precedido por trocas de farpas entre os dois governos, incluindo críticas de Lula às ações americanas no Irã e em Cuba, a expulsão de um delegado da Polícia Federal brasileira dos EUA e a intenção de Washington de declarar os grupos criminosos brasileiros Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Lula foi acompanhado por cinco ministros e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que não esteve no encontro com Trump.
Fonte: Gazeta Mundo


