Derrota histórica nas eleições locais
A parlamentar trabalhista Catherine West, correligionária do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou que está coletando assinaturas para a saída do premiê após a dura derrota do partido nas eleições locais britânicas, realizadas na semana passada.
Segundo informações do jornal The Guardian, West havia anunciado no sábado (9) que buscaria reunir os nomes de 81 parlamentares trabalhistas (20% da bancada da legenda na Câmara dos Comuns, conforme as regras) para abrir um procedimento formal para a saída de Starmer.
Mudança de posição
Entretanto, nesta segunda-feira (11), ela mudou ligeiramente de posição, ao dizer que pretende reunir a mesma quantia de assinaturas para pedir a Starmer para que inicie um processo para que um novo líder do Partido Trabalhista (e, consequentemente, um novo premiê britânico) seja eleito em setembro.
“Os resultados da última quinta-feira mostram que o primeiro-ministro não conseguiu inspirar esperança. O melhor para o partido e para o país agora é uma transição ordenada. Por meio deste, notifico o gabinete do primeiro-ministro que estou coletando nomes de deputados trabalhistas para pedir ao primeiro-ministro que estabeleça um cronograma para a eleição de um novo líder em setembro”, afirmou a parlamentar em comunicado.
Consequências da derrota
Na quinta-feira passada (7), eleitores foram às urnas para escolher os ocupantes de mais de 5 mil cadeiras em 136 câmaras locais da Inglaterra, seis prefeitos ingleses e integrantes dos parlamentos da Escócia e do País de Gales.
Os trabalhistas ficaram em segundo lugar nas eleições locais inglesas, ao eleger apenas 1.068 parlamentares locais (uma perda de 1.496 assentos), contra 1.453 do partido de direita nacionalista Reforma Reino Unido.
Na Escócia e no País de Gales, os trabalhistas ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente, ao ficarem atrás do Partido Nacional Escocês (SNP), de centro-esquerda, na eleição escocesa e do partido de centro-esquerda Plaid Cymru e do Reforma Reino Unido no pleito galês.
Starmer reconheceu a necessidade de mudanças após a derrota de quinta-feira, mas tem afirmado que continuará à frente do governo britânico até a próxima eleição nacional, prevista para 2029.
Fonte: Gazeta Mundo


