Tensão política na Bolívia
A União Europeia e os Estados Unidos reagiram à escalada de protestos e bloqueios na Bolívia, que visam o presidente Rodrigo Paz, de centro-direita. Enquanto a UE pediu “calma e diálogo”, Washington acusou uma tentativa de golpe contra um governo democraticamente eleito.
Posição dos EUA
O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, afirmou que os protestos violentos são promovidos por setores que perderam as eleições do ano passado e agora tentam derrubar Paz com apoio do crime organizado e de narcotraficantes. Landau também classificou a crise como “um golpe de Estado em andamento” financiado por uma “aliança perversa entre a política e o crime organizado”.
Reação da União Europeia
A União Europeia adotou um tom mais cauteloso, pedindo respeito à democracia, à ordem constitucional e às instituições bolivianas, além de condenar os atos de violência. As manifestações em curso começaram com reivindicações sindicais, mas passaram a incluir pedidos de renúncia de Paz.
Consequências e reações
Os protestos já deixaram ao menos dez feridos e 69 detidos, com bloqueios nas regiões de La Paz, Oruro e Cochabamba, além de ataques a prédios públicos, saques e a queima de um veículo policial. A crise se intensificou com a adesão de sindicatos e outros setores ligados ao ex-presidente Evo Morales, que chamou os protestos de “elevação do povo” e acusou o governo Paz de aplicar políticas “neoliberais”.
31 ex-presidentes reunidos no Grupo Idea pediram que a Organização dos Estados Americanos (OEA) e governos democráticos das Américas acompanhem a situação na Bolívia, alertando para a manipulação política dos manifestantes e o risco à estabilidade das instituições democráticas do país.
Fonte: Gazeta Mundo


