Rejeição de Jorge Messias
A rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) deixou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numa posição mais delicada no Senado para aprovar um novo nome. Entre senadores da oposição, que somaram a maior parte dos 42 votos contra Messias, a avaliação é de que somente após as eleições deste ano a Casa estará disposta a votar uma nova indicação.
Avaliação do Centrão
No Centrão, que deu os votos decisivos para a rejeição, o diagnóstico é de que Lula só terá sucesso se escolher alguém que tenha total aprovação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que domina o grupo.
Posição do PT
Já entre os senadores do PT e da esquerda, que votaram a favor de Messias, falta consenso do que fazer nesse momento e há desorientação sobre como virar o jogo. A derrota de Messias, atribuída a uma série de fatores, manchou a imagem dos articuladores do Palácio do Planalto no Senado, que, mesmo no dia da votação, apostavam numa aprovação, ainda que apertada, do advogado-geral da União.
Fatores da rejeição
Entre os fatores que pesaram na rejeição de Messias se destacam: insatisfação do presidente Davi Alcolumbre, estreita ligação entre Jorge Messias e Lula, cuja aprovação está em queda, e falta de apoio expressivo entre os atuais ministros do STF, especialmente entre os mais articulados politicamente no Senado.
Próximas etapas
Para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), de centro, Lula tem todo direito e legitimidade para indicar um novo nome para o STF antes das eleições, mas sofrerá uma nova derrota se não “construir” a aprovação junto a Davi Alcolumbre. A votação de um novo nome deveria ficar não apenas para depois das eleições, mas também para a nova legislatura que se inicia no ano que vem, com a renovação de 2/3 dos 81 senadores.
Fonte: Gazeta Política


