São Paulo no mapa da alta gastronomia
São Paulo é uma cidade que oferece uma grande variedade de opções gastronômicas, com mais de 50 mil restaurantes e uma diversidade de 55 nacionalidades gastronômicas. Agora, a cidade tem um argumento a mais para atrair os turistas mais exigentes do mundo: dois endereços que o Guia Michelin considera excepcionais o suficiente para justificar uma viagem.
Os restaurantes três estrelas
Na edição 2026 do guia, Ivan Ralston, do Tuju, e Luiz Filipe Souza, do Evvai, tornaram-se os primeiros cozinheiros da América Latina a conquistar três estrelas — o reconhecimento máximo do guia gastronômico mais influente do mundo. Três estrelas indicam uma cozinha excepcional que, por si só, “vale a viagem”. São menos de 160 restaurantes no mundo que carregam essa distinção.
O Tuju
O Tuju, no Jardim Paulistano, é um restaurante que organiza seus menus pelas estações das chuvas paulistas. O guia descreve a casa como um lugar onde o chef “combina produtos e sabores brasileiros sazonais com as técnicas mais modernas, enfatizando a criatividade e o trabalho de pesquisa”. O menu-degustação tem dez tempos e custa R$ 1.500, mais 15% de taxa de serviço.
O Evvai
No Evvai, a poucos quarteirões dali, o primeiro gesto da cozinha é um pequeno sanduíche crocante recheado com manga e pimenta, servido antes mesmo de o cliente sentar. Aberto em 2017 por Luiz Filipe Souza, o restaurante dialoga entre a herança italiana paulistana e os ingredientes brasileiros.
Impacto no setor de turismo
O reconhecimento internacional chega em um momento de estabilidade para o setor. Mesmo diante da alta nos preços dos alimentos, os restaurantes paulistanos têm resistido a repassar os custos ao consumidor desde o começo do ano — o que tem pressionado as margens de lucro. A estratégia tem sido adaptar os cardápios com sugestões do chef, aproveitando os produtos em oferta no mercado, para não perder clientes.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo (ABIH-SP), restaurantes de alto padrão aumentam o tempo de permanência do turista na cidade, elevam o gasto médio e ampliam a procura por hospedagem em bairros gastronômicos. Para 2026, a projeção é de crescimento de 3% no faturamento da hospedagem, com fortalecimento da hotelaria premium e chegada de novos empreendimentos internacionais.
Fonte: Gazeta Brasil


