Execuções extrajudiciais
O regime do ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi responsável pela morte de 10.853 pessoas por execuções extrajudiciais desde 2013, quando chegou ao poder, de acordo com o relatório anual da organização não governamental Programa Venezuelano de Educação-Ação em Direitos Humanos (Provea).
As execuções extrajudiciais são mortes provocadas por agentes do Estado sem julgamento, sem processo legal e fora de qualquer operação legítima de aplicação da lei. Em 2025, 336 pessoas foram assassinadas por policiais e militares do regime chavista no país.
Desaparecimentos forçados
O relatório também apontou um aumento nos desaparecimentos forçados, com 160 vítimas em 2025, contra 54 em 2024. Além disso, mais de 130 dirigentes sindicais foram detidos arbitrariamente no ano passado, e muitos deles foram submetidos a desaparecimento forçado.
A ONG também registrou 659 denúncias de violações à integridade pessoal em 2025, incluindo tortura, tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, ameaças e hostilidades. Lissette González, coordenadora de Monitoramento, Pesquisa e Mídia da Provea, afirmou que houve ao menos 42 vítimas de tortura no período.
Situação atual
O coordenador-geral da Provea, Óscar Murillo, afirmou que o aparelho repressivo do Estado venezuelano permanece intacto em 2026, mesmo após a queda de Maduro no começo deste ano, e que as vítimas de graves violações de direitos humanos ainda não contam com garantias reais de verdade, justiça e reparação.
Fonte: Gazeta Mundo
Fonte: Gazeta Mundo


