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Por Gazeta do Povo Lab
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Por Guilherme Grandi
Por Guilherme Grandi
14/05/2026 às 10:36
14/05/2026 às 10:36
A Polícia Federal deflagrou a sexta fase da Operação Compliance Zero em maio de 2026, focando em uma “milícia privada” criada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O grupo é suspeito de coagir desafetos, invadir sistemas sigilosos e monitorar jornalistas para obstruir investigações criminais.
Como funcionava o grupo conhecido como “A Turma”?
Comandado por Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, o grupo atuava como uma milícia digital e física a serviço de Daniel Vorcaro. Eles monitoravam pessoas, coletavam dados sensíveis e executavam táticas de intimidação contra concorrentes, ex-funcionários e repórteres. A estrutura tinha um custo de manutenção estimado em R$ 1 milhão por mês, financiado por familiares do banqueiro.
Quais sistemas sigilosos foram invadidos pelos criminosos?
As investigações apontam que o grupo utilizou credenciais de terceiros para acessar ilegalmente bases de dados da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de órgãos internacionais como o FBI e a Interpol. Eles também invadiram o sistema da Justiça Federal para obter informações antecipadas sobre processos que envolviam o banqueiro.
Qual foi a ameaça feita contra o jornalista Lauro Jardim?
Mensagens interceptadas revelaram que Vorcaro ordenou que Mourão forjasse um assalto para espancar o jornalista Lauro Jardim e “quebrar todos os seus dentes”. O objetivo da violência era calar vozes da imprensa que emitiam opiniões contrárias aos interesses privados do banqueiro.
Quem são os principais integrantes identificados pela PF?
Além de Daniel Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão, a rede contava com o policial federal aposentado Marilson Roseno, que usava sua experiência policial para obter dados sensíveis. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, era o responsável por operacionalizar os pagamentos do grupo. Nesta fase recente, Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro, também foi preso por ocultação de patrimônio.
Por que o Banco Master e a corretora Reag foram citados?
Daniel Vorcaro era o dono do Banco Master, que sofreu liquidação. A corretora Reag também foi liquidada pelo Banco Central no início de 2026 e é suspeita de gerir fundos usados para esconder patrimônio de Vorcaro, além de ter indícios de envolvimento com a facção criminosa PCC.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Relembre o que era “A Turma”, alvo da nova operação da PF contra Vorcaro
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WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Brasil


