Prisão temporária
O primo do banqueiro Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, foi preso temporariamente durante a quinta fase da operação Compliance Zero, que incluiu uma busca e apreensão na casa do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI). A prisão foi motivada por uma tentativa de fuga durante o cumprimento de um mandado em um imóvel em Trancoso (BA).
Tentativa de fuga
A tentativa de fuga ocorreu durante a segunda fase da operação, em janeiro. De acordo com a Polícia Federal (PF), a fuga teria ocorrido minutos antes de sua chegada. Os investigadores consideraram o cenário encontrado, incluindo um quarto aberto, ar-condicionado em funcionamento, roupas de cama desarrumadas e pertences pessoais deixados para trás, para concluir que não ocorreu uma saída comum, mas uma fuga.
Ausência de dispositivos eletrônicos
A investigação também constatou a ausência completa de dispositivos eletrônicos pessoais, notadamente aparelhos de telefonia e computadores, o que representaria uma retirada seletiva de objetos cruciais para revelar o esquema de favorecimento de políticos.
Investigação
As câmeras de segurança reforçam a suspeita de que o primo de Vorcaro ficou sabendo da operação pouco antes da chegada dos policiais. De acordo com o relatório, Felipe mostrou seu celular a outra pessoa e, depois disso, ambos embarcaram em um carrinho de golfe. As imagens cortam para nove minutos depois, quando a PF chega pelos fundos do imóvel.
Pedido de prisão
O pedido de prisão menciona ainda que Felipe saiu da presidência da Green Investimentos um dia depois da deflagração da primeira fase. Graças a Vorcaro, Ciro Nogueira teria comprado 30% da empresa por R$ 1 milhão, enquanto o valor de mercado era de R$ 13 milhões.
Defesa de Ciro Nogueira
A defesa de Ciro Nogueira repudiou qualquer ilação de ilicitude e disse que o senador está à disposição da justiça para comprovar que não teve qualquer participação nos fatos investigados. Além disso, criticou medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, chamando-as de precipitadas e comparando-as ao uso indiscriminado de delações premiadas.
Fonte: Gazeta Política


