Por John Lucas
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05/05/2026 às 19:26
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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, do Partido Trabalhista, criticou nesta terça-feira (5) o órgão público Arts Council England por permitir que recursos públicos sejam usados por organizações que promovem ou dão espaço a conteúdos classificados como antissemitas. A crítica foi feita durante uma reunião na sede do governo britânico sobre o aumento de ameaças à comunidade judaica no país.
Na reunião desta terça, o governo Starmer determinou a abertura de uma revisão no sistema de financiamento cultural do Reino Unido para garantir a “suspensão, retirada e recuperação” de recursos públicos que foram destinados a instituições envolvidas na promoção de discurso anti-judaico.
Segundo a imprensa britânica, o Arts Council já havia sido alvo de críticas anteriormente por financiar entidades acusadas de difundir narrativas antissemitas e controversas no Reino Unido. Um dos casos citados pela imprensa envolve a organização Collections Trust, que recebeu financiamento público do órgão e chegou a divulgar material classificando o Hamas como “combatentes anti-coloniais”, além de fazer críticas à chamada “mídia ocidental pró-Israel”.
Outro episódio envolveu um festival de artes apoiado pelo órgão que convidou um artista acusado de produzir conteúdo considerado antissemita. A organização responsável pelo evento que recebeu o financiamento afirmou que tinha conhecimento das críticas do artista, mas sustentou que as obras selecionadas para a exposição não continham esse tipo de material.
Durante a reunião desta terça, Starmer afirmou que seu governo não aceitará falhas na fiscalização do uso de recursos públicos.
“Não haverá tolerância para inação em nossos espaços culturais”, disse o premiê, ao defender medidas mais rígidas para coibir a disseminação de discurso antissemita.
A iniciativa ocorre em meio ao aumento de ataques contra a comunidade judaica no Reino Unido, incluindo episódios recentes de violência em Londres, que levaram o governo a discutir medidas adicionais de segurança e combate ao extremismo.
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Fonte: Gazeta Mundo


