Por Isabella de Paula
Por Isabella de Paula
12/05/2026 às 17:02
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O porta-aviões USS Nimitz (CVN-68), o mais antigo em operação no mundo, está no Rio de Janeiro entre os dias 11 e 14 de maio para exercícios militares conjuntos entre Brasil e Estados Unidos — e essa é uma das últimas missões do navio, que está em fase final de serviço após mais de 50 anos de operação.
Um gigante na Baía de Guanabara
O tamanho chama a atenção de quem passa pelo píer móvel na Baía de Guanabara: o navio tem cerca de 333 metros de comprimento — o equivalente a mais de três campos de futebol — e 20 metros de altura, como um prédio de sete andares.
O navio tem capacidade para 5.700 pessoas: 3.200 na tripulação do navio e mais 2.480 militares da ala aérea embarcada. O Nimitz opera até 85 aeronaves e consegue atingir mais de 30 nós — cerca de 55 km/h. Outra característica marcante é a propulsão nuclear, que permite longos períodos de operação sem necessidade de reabastecimento convencional.
O que está acontecendo no Rio?
O Nimitz integra a Operação Southern Seas 2026, realizada em parceria com países da América do Sul. Antes de chegar ao Rio, o navio passou pelo Equador, Chile e Argentina.
Nas operações, o porta-aviões está acompanhado pelo destróier USS Gridley (DDG-101). Segundo a Marinha americana, os exercícios incluem treinamentos conjuntos, intercâmbio técnico e demonstrações de operações com porta-aviões para fortalecer a cooperação regional.
Brasil monitora radiação durante passagem do Nimitz
Segundo a Marinha brasileira, a presença do porta-aviões de propulsão nuclear na Baía de Guanabara mobilizou uma operação coordenada de monitoramento radiológico conduzida pela Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade, órgão responsável pela regulação e fiscalização nuclear naval no Brasil.
As atividades incluíram medições de taxa de dose no ar e coleta de amostras de água e do solo do fundo do mar. Ainda de acordo com a Marinha, o monitoramento começa antes mesmo do fundeio do navio e segue até um dia após a saída da embarcação das águas brasileiras.
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Fonte: Gazeta Mundo


