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Por Gazeta do Povo Lab
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Por Rose Amantéa
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15/05/2026 às 19:31
15/05/2026 às 19:31
A PEC do fim da escala 6×1 gera debates no Brasil sobre a viabilidade de reduzir a jornada de trabalho. Especialistas apontam que nações ricas trabalham menos devido à alta produtividade, resultado de décadas de investimento em tecnologia, educação e infraestrutura, e não apenas por lei.
Qual é o principal segredo para trabalhar menos e ganhar mais?
A resposta está na produtividade. Países como Alemanha e França produzem cerca de US$ 90 por hora trabalhada, enquanto o Brasil gera entre US$ 17 e US$ 21. Isso significa que um trabalhador em um país desenvolvido cria muito mais riqueza em menos tempo, graças ao uso de tecnologia avançada, logística eficiente e melhor qualificação profissional.
Reduzir a jornada de trabalho por lei resolve o problema?
Especialistas alertam que a redução deve ser consequência do crescimento, e não o contrário. Se a jornada diminuir sem um aumento real na eficiência das empresas (produtividade), o custo de produção sobe. Isso pode gerar inflação, cortes de investimentos ou a substituição de funcionários experientes por iniciantes com salários menores.
Como os países ricos fizeram a transição para jornadas menores?
A maioria não usou imposições constitucionais rígidas. Na Alemanha, por exemplo, a lei permite até 48 horas semanais, mas acordos entre empresas e sindicatos de cada setor reduziram a média real para 34 horas. Esse modelo negociado permite que cada área da economia se adapte às suas próprias necessidades operacionais e metas de lucro.
Quais as dificuldades de aplicar uma regra única para todos os setores?
Cada atividade tem uma rotina diferente. Uma fazenda de leite precisa de ordenha de manhã e à tarde, enquanto um hospital ou um supermercado operam em turnos constantes. Uma lei única corre o risco de ignorar essas diferenças, dificultando o funcionamento de serviços essenciais e encarecendo o custo de vida para o consumidor final.
O que o Brasil precisa fazer para chegar a esse modelo?
O caminho passa por resolver gargalos antigos: melhorar a infraestrutura, reduzir a burocracia e investir pesado na educação da mão de obra. Além disso, economistas sugerem transições graduais, como a do Chile, onde a redução da jornada foi condicionada a acordos por setor e focada em manter a competitividade das empresas.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Fonte: Gazeta Economia


