Reajuste aprovado pela ANS
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou o reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares no Brasil. O aumento valerá para cerca de 7,7 milhões de beneficiários e começará a ser aplicado no mês de aniversário de cada contrato.
O percentual foi calculado com base no aumento dos custos médicos, no uso dos serviços de saúde e na inflação do setor. A agência afirma que a fórmula busca evitar aumentos considerados excessivos para os consumidores e manter a sustentabilidade financeira das operadoras.
Justificativa do reajuste
De acordo com a ANS, o índice deste ano é o menor desde o início da atual metodologia, com exceção de 2021 quando houve reajuste negativo por causa da queda no uso dos serviços médicos durante a pandemia da Covid-19. A decisão ainda será publicada no Diário Oficial da União (DOU) e valerá para contratos firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998.
O cálculo do reajuste segue uma metodologia adotada desde 2019 e considera fatores como o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), que mede a variação das despesas assistenciais das operadoras e que representa 80% da fórmula, e o IPCA, a inflação oficial do país sem o item plano de saúde, com peso de 20%.
O que muda para os consumidores
A ANS recomenda que os consumidores deverão acompanhar os próximos boletos para verificar se o reajuste aplicado pelas operadoras respeita o teto autorizado de 5,11%. A cobrança só poderá ocorrer no mês de aniversário do contrato e, nos casos de contratos com aniversário em maio e junho, o aumento poderá começar a aparecer nas faturas de julho ou agosto, com cobrança retroativa.
Fonte: Gazeta Economia
Fonte: Gazeta Economia


