Pirataria no Mar Vermelho
Os gargalos logísticos gerados pela crise no Oriente Médio estão fazendo com que os piratas da Somália voltem a ameaçar o comércio marítimo mundial.
Um comunicado divulgado pelo Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que grupos criminosos que atuam nas águas próximas da Somália estavam retendo pelo menos três embarcações: dois petroleiros e um navio cargueiro transportando cimento.
Consequências da Guerra no Irã
A guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro, está afetando o comércio marítimo no Oriente Médio, com o impasse no Estreito de Ormuz, bloqueado quase totalmente pelo regime iraniano, e por onde cerca de 20% do petróleo mundial transitava antes do conflito.
Os transportadores estão buscando rotas marítimas alternativas, como o Cabo da Boa Esperança, no sul da África, mas muitos navios que fazem essa rota estão ficando expostos aos piratas ao passar perto da costa da Somália.
Impacto na Economia
O especialista João Alfredo Lopes Nyegray, professor dos cursos de negócios internacionais e relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), afirmou que a disrupção no transporte marítimo no Oriente Médio gera grandes custos extras devido às rotas mais longas.
Os ataques, bloqueios e apreensões também elevam o prêmio de seguro, custo de escolta, segurança privada e exigências contratuais, o que pode levar o comércio mundial a entrar numa fase de “normalização da ineficiência”.
Medidas de Segurança
A força naval da União Europeia de combate à pirataria no mar, a Operação Atalanta, libertou no mês passado um navio de bandeira iraniana na costa da Somália que havia sido retido por piratas e admitiu que estes voltaram a ser uma ameaça.
A Operação Atalanta recomendou às tripulações de navios que transitam na região a “manterem vigilância redobrada” e a relatarem qualquer atividade suspeita.
Fonte: Gazeta Mundo


