Investigação da Polícia Federal
A Polícia Federal está investigando um esquema que envolve a Rioprevidência e o Banco Master, no qual bilhões de reais do fundo previdenciário dos servidores estaduais foram aplicados em ativos de alto risco e baixa transparência.
Como funcionava o esquema
A Rioprevidência aplicava recursos em títulos emitidos pelo Banco Master, principalmente Letras Financeiras que não têm cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em troca, o fundo recebia a promessa de retornos muito acima da média praticada por instituições financeiras tradicionais.
Inicialmente, a Rioprevidência havia informado que os investimentos no Banco Master somavam R$ 970 milhões. No entanto, com a deflagração da operação, se descobriu um montante ainda maior, chegando a R$ 3 bilhões.
Suspeitas da Polícia Federal
A Polícia Federal suspeita que o Banco Master utilizava a entrada constante de novos recursos para sustentar compromissos antigos e manter a operação financeira funcionando. Além disso, investigadores acreditam que o banco dependia de uma espécie de “rolagem permanente” de capital, captando dinheiro de fundos públicos e institutos de previdência para alimentar sua estrutura financeira.
A Polícia Federal também tenta esclarecer se houve influência política do ex-governador Cláudio Castro para viabilizar os aportes e favorecer o Banco Master com os investimentos da Rioprevidência.
Preocupação central
A preocupação central dos investigadores é que recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores públicos tenham sido expostos a um risco incompatível com a finalidade previdenciária do fundo.
Fonte: Gazeta Economia


