Operação Fluxo Oculto
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apontou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) continuou operando um esquema bilionário de adulteração de combustíveis mesmo após a operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto do ano passado, atingir parte da estrutura criminosa da organização.
A nova ofensiva, batizada de Fluxo Oculto, investiga o uso de empresas-fantasmas, laranjas e fundos de investimento para manter o abastecimento clandestino de combustíveis adulterados e esconder os lucros da facção.
Esquema de adulteração
Segundo as investigações, o grupo criminoso desviava nafta petroquímica e solventes para abastecer irregularmente postos de combustíveis na Grande São Paulo.
A apuração identificou uma rede baseada em falsificação de documentos e simulação de vendas para empresas abertas apenas para dar aparência legal às operações.
Uso de fundos de investimento
Os recursos financeiros obtidos com o esquema eram então remetidos a fundos de investimentos para ocultar os reais beneficiários da fraude.
Foram identificados quatro fundos que participavam do esquema e são alvos da operação, juntamente com duas administradoras de recursos e duas gestoras financeiras.
Investigações
As investigações estimam que a estrutura criminosa tenha movimentado cerca de R$ 52 bilhões ao longo de quatro anos.
Segundo os investigadores, o dinheiro obtido com as fraudes era lavado por meio de usinas, frotas de caminhões e aplicações em fundos imobiliários e empresas do sistema financeiro.
A operação Fluxo Oculto cumpre 55 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.
Participam da ação o Gaeco, Receita Federal, Agência Nacional do Petróleo (ANP), Secretaria da Fazenda de São Paulo, Procuradoria-Geral do Estado, Polícia Militar e Polícia Civil.
Fonte: Gazeta Economia
Fonte: Gazeta Economia


