Receba notícias por e-mail
Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Guilherme Grandi
Por Guilherme Grandi
21/05/2026 às 12:59
21/05/2026 às 12:59
A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (21) que tentará derrubar os decretos assinados por ele na véspera que endurecem a fiscalização sobre plataformas digitais e redes sociais. Senadores e deputados afirmam que as medidas abrem espaço para censura, criam insegurança jurídica e impõem obrigações às big techs sem aprovação do Legislativo.
As medidas, que entram em vigor sem análise do Congresso Nacional, regulamentam decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Marco Civil da Internet e colocam a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) como responsável por monitorar se plataformas digitais estão cumprindo as novas obrigações impostas pela Corte.
“O Estado não exerce censura direta, mas cria incentivos para restrições excessivas ao fluxo de informações e opiniões, comprometendo a liberdade de expressão, o pluralismo político e o debate público democrático, especialmente em contextos eleitorais”, afirmou o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado.
VEJA TAMBÉM:
Sem Rodeios: Pressão para Vorcaro entregar a cúpula da corrupção aumenta
Marinho protocolou um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar os efeitos do decreto presidencial alegando que ultrapassa os limites do poder regulamentar do Executivo ao criar novas obrigações para empresas de tecnologia. O senador argumenta que a legislação atual não prevê dever geral de monitoramento das redes e estabelece que a responsabilização das plataformas depende de decisão judicial específica.
“Eventuais mudanças no regime jurídico das plataformas digitais devem ser debatidas e aprovadas pelo Congresso Nacional, e não implementadas unilateralmente por decreto presidencial”, afirmou em um comunicado.
O parlamentar também alertou para o risco de censura indireta e autocensura nas redes sociais diante das novas exigências impostas às empresas.
VEJA TAMBÉM:
Gilmar Mendes elogia pacote de Lula que endurece regras a big techs
Toffoli marca julgamento de recursos contra regulação das big techs
Lula pede votos para Tebet e Marina em evento oficial; advogados acionam Justiça Eleitoral
Já na Câmara dos Deputados, a bancada do Partido Novo apresentou outro PDL para derrubar os decretos presidenciais com a alegação de que criam mecanismos indiretos de controle sobre conteúdos publicados nas redes sociais.
“O governo usa uma estratégia sórdida: sob o pretexto de proteger mulheres, tenta avançar sobre a liberdade de expressão nas redes sociais. Esses decretos abrem caminho para censura, sem debate no Congresso e à margem da lei. É o governo da censura”, declarou o deputado Gilson Marques (Novo-SC).
Além do parlamentar, assinam o pedido os deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Luiz Lima (Novo-RJ), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Ricardo Salles (Novo-SP).
Os deputados afirmam que os textos editados pelo governo federal impõem “deveres inéditos de monitoramento, moderação, remoção de conteúdos, preservação de dados, criação de canais obrigatórios de denúncia e adoção de medidas preventivas” sem respaldo legal aprovado pelo Legislativo. Segundo a bancada, conceitos como “desinformação”, “conteúdo ilícito” e “ataques à democracia” são vagos e podem ampliar interpretações subjetivas na remoção de publicações.
Outro ponto criticado pela oposição é a ampliação das atribuições da ANPD, que, na avaliação dos parlamentares, passaria a atuar como órgão regulador das redes sociais sem previsão em lei. Os deputados também alegam que as novas regras podem incentivar plataformas digitais a remover conteúdos preventivamente para evitar punições futuras.
A ofensiva da oposição ocorre após requerimentos apresentados ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e à Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) solicitando acesso a estudos técnicos, pareceres jurídicos e análises internas relacionadas aos decretos. Parlamentares do Novo também pediram a convocação dos ministros responsáveis pelas áreas envolvidas na elaboração das medidas.
Você pode se interessar
Juiz que condenou família por ensino domiciliar é alvo de denúncia
Juiz que condenou família por ensino domiciliar é alvo de denúncia
Como Fernando de Noronha está implantando energia solar
Como Fernando de Noronha está implantando energia solar
IBGE lança novo mapa-múndi bizarro sobre biodiversidade
IBGE lança novo mapa-múndi bizarro sobre biodiversidade
Importância da letra cursiva na alfabetização infantil
Importância da letra cursiva na alfabetização infantil
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Rejeição de delação de Vorcaro ainda depende de análise da PGR e de Mendonça
Lista de filiados a partidos políticos tem surpresas; veja quem mais cresceu
Quem é Eduardo Fischer, publicitário veterano escolhido pela campanha de Flávio
Por que alfabetizar crianças pode ser a chave para mudar o destino econômico do Brasil
Tudo sobre:
Big Techs
Câmara dos Deputados
Censura
Congresso Nacional
Internet
Liberdade de Expressão
Lula
Partido Novo
Rogério Marinho
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Política


