Operação Fluxo Oculto
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou uma operação que mira o uso de fintechs pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavar dinheiro do tráfico de drogas e armas. A ação Fluxo Oculto é um desdobramento da operação Carbono Oculto, realizada em agosto do ano passado, que descobriu um esquema bilionário de fraude em combustíveis pela facção.
Investigação
Nesta nova fase, a promotoria investiga seis fintechs que teriam começado a ser usadas pelo PCC após as utilizadas anteriormente terem sido bloqueadas ou liquidadas após a deflagração da operação Carbono Oculto. Os nomes das empresas ainda não foram divulgados.
De acordo com o MPSP, um poderoso núcleo financeiro está sendo utilizado para compensações financeiras internas entre diversas distribuidoras e postos de combustíveis, compensações financeiras entre empresas e fundos de investimentos administrados pela organização criminosa, pagamentos de colaboradores e pagamentos de gastos e investimentos pessoais dos principais operadores.
Operação Carbono Oculto
Durante a operação Carbono Oculto, em agosto do ano passado, as investigações descobriram que o PCC tinha R$ 30 bilhões investidos em 40 fundos geridos por fintechs da Faria Lima. Investigadores apontaram que estas operações eram a etapa final do processo de lavagem e há indícios de que administradoras sabiam da origem ilícita dos valores, mas teriam omitido informações para impedir o rastreamento.
A lavagem de dinheiro em si dos mais diversos esquemas criminosos do PCC consistia em utilizar fintechs que operam sem transparência em suas transações por meio das chamadas “conta bolsão”, em que reúnem os recursos de diversos clientes em apenas uma conta usada para compensação no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Mandados de busca e apreensão
Ao todo, esta nova fase cumpre 55 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Receita Federal, a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a Procuradoria-Geral do Estado, a Polícia Militar e a Polícia Civil.
Fonte: Gazeta Economia


