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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Camila Abrão
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29/05/2026 às 21:46
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Atualizado em29/05/2026 às 22:09
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, nomeou a juíza Renata Gil Alcântara para comandar a recém-criada Diretoria de Assuntos Internacionais da Corte. Ex-conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Renata é namorada do ministro Dias Toffoli, que voltou a ser membro titular do TSE no último dia 13.
A portaria com a nomeação foi publicada nesta quarta-feira (27). A magistrada deixará o cargo de assessora do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto, governador interino do estado.
Nas redes sociais, ela disse ter recebido o convite de Nunes Marquer com "honra e responsabilidade" e afirmou que a Justiça Eleitoral é um "instrumento de soft power do Brasil perante as grandes democracias do mundo".
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“A missão também reforça a importância da presença feminina em espaços de decisão. Mulheres devem ser reconhecidas por sua competência, trajetória e pelo trabalho que constroem todos os dias”, acrescentou.
A resolução que extinguiu a Assessoria de Assuntos Internacionais, da Secretaria-Geral da Presidência, e criou a nova Diretoria de Assuntos Internacionais, foi publicada nesta terça (26).
A magistrada deve atuar em missões no exterior para representar o TSE em fóruns e organismos internacionais, promover o sistema eletrônico de votação brasileiro e acompanhar o trabalho de observadores durante as eleições.
Quem é Renata Gil, nova diretora de Assuntos Internacionais do TSE
Renata entrou para a magistratura em 1998 após se formar em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ela foi indicada pelo STF para compor o CNJ, onde atuou até 2025.
Para ocupar o cargo de conselheira, o nome da juíza foi aprovado pelo Senado, por 74 favoráveis e 3 contrários, no final de 2023. Ela promove iniciativas de combate à violência contra a mulher.
Como conselheira do CNJ, foi ouvidora nacional da mulher, supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Poder Judiciário e presidente do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário.
Em 2019, foi eleita a primeira mulher presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). No ano seguinte, Renata se tornou conhecida nacionalmente após idealizar a campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica em 2020.
A iniciativa sugere que a vítima faça um "X" na palma da mão (com caneta, batom ou outro meio) e mostre em locais parceiros, como farmácias, cartórios ou agências bancárias.
Ao notar o "X", o profissional entende que se trata de um pedido de ajuda e, de forma discreta, aciona a Polícia Militar. A campanha da AMB, em parceria com o CNJ, foi adotada em todo território nacional por meio da Lei 14.188/2021.
A juíza também fundou o Instituto Nós por Elas, uma Organização Não Governamental (ONG) que promove ações focadas em combater a violência e a desigualdade de gêneros.
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Fonte: Gazeta Política


