Receba notícias por e-mail
Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Camila Abrão
Por Camila Abrão
08/05/2026 às 22:34
08/05/2026 às 22:34
Atualizado em08/05/2026 às 22:45
Atualizado em
08/05/2026 às 22:45
Ouça este conteúdo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (8) que a Presidência da República e o Congresso Nacional prestem informações, no prazo de cinco dias, sobre a recém-promulgada Lei da Dosimetria (Lei 15.402/2026).
Moraes é o relator de duas ações movidas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela Federação PSOL-Rede, que pedem a suspensão imediata da norma. Segundo o sistema do STF, os processos foram sorteados nesta sexta.
O magistrado também conduz os processos dos atos de 8 de janeiro de 2023 e da suposta tentativa de golpe de Estado, cujos envolvidos podem ser beneficiados pela dosimetria.
VEJA TAMBÉM:
Defesa de Bolsonaro aciona Fachin para anular condenação no STF
Após o prazo, os autos serão enviados à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), que devem se manifestar em três dias. Só então o ministro deverá decidir sobre o pedido de liminar para suspender ou não a eficácia da lei.
A nova regra foi promulgada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), na quarta (6) e oficializada no Diário Oficial da União (DOU) nesta tarde, sem a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A ABI sustenta que a Lei da Dosimetria promove a "banalização" de atentados contra a democracia, permitindo que crimes graves tenham regimes de progressão mais favoráveis do que delitos comuns.
As ações contestam o novo artigo 359-M-B do Código Penal, que prevê redução de pena de um terço a dois terços para crimes praticados em "contexto de multidão".
A federação argumenta que a atuação coletiva deveria, na verdade, ser um agravante, por aumentar o potencial ofensivo e a dificuldade de contenção estatal.
As entidades apontam que o Senado alterou o texto vindo da Câmara, mas não o devolveu para nova análise dos deputados, o que violaria o princípio do bicameralismo.
Além disso, o PSOL e a Rede afirmam que o Congresso apreciou o veto presidencial de forma fragmentada, o que seria inconstitucional para um veto que foi total.
“A utilização do poder legislativo para esvaziar seletivamente a responsabilização penal de crimes voltados à ruptura democrática representa afronta direta ao Estado Democrático de Direito e compromete a própria integridade da ordem constitucional brasileira”, disse a federação.
Os partidos reforçam que a norma institui um "regime penal privilegiado" para grupos que atentam contra a “ordem constitucional”, o que seria incompatível com a Constituição, que define tais atos como crimes inafiançáveis e imprescritíveis.
VEJA TAMBÉM:
Cármen Lúcia dá 5 dias para Moro se defender em ação por suposta calúnia contra Gilmar
Lula diz que falou a Trump que “não quer guerra” com ele
PF considera delação de Vorcaro fraca e aprofunda investigação de forma independente
Você pode se interessar
SC investe R$ 900 milhões para enfrentar novo El Niño
SC investe R$ 900 milhões para enfrentar novo El Niño
China condena dois ex-ministros da Defesa à pena de morte
China condena dois ex-ministros da Defesa à pena de morte
Manuscritos de Paulo Leminski são recuperados após 44 anos
Manuscritos de Paulo Leminski são recuperados após 44 anos
Herói na Maratona de Boston exalta a paternidade: "Quero ser exemplo"
Herói na Maratona de Boston exalta a paternidade: "Quero ser exemplo"
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
“Azuis” e “vermelhos”: como funcionam as alas ideológicas da Justiça do Trabalho
Ciro Nogueira é mais um na enorme teia de Vorcaro
Moraes assume ações contra Lei da Dosimetria e cobra explicações de Lula e Congresso
PF considera delação de Vorcaro fraca e aprofunda investigação de forma independente
Tudo sobre:
Alexandre de Moraes
Congresso Nacional
Davi Alcolumbre
Lula
Senado
STF
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Política


