Por Fábio Galão
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05/05/2026 às 08:42
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O Tribunal de Magistrados de Ashkelon prorrogou nesta terça-feira (5) por mais seis dias a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila, da Flotilha Global Sumud, a quem as autoridades de Israel acusam de crimes de terrorismo após sua prisão em águas internacionais na última quinta-feira (30).
Segundo informações da agência EFE, a Justiça israelense decidiu estender a prisão por mais seis dias, após já ter determinado outra prorrogação da detenção no domingo (3), sob a justificativa de que se trata de uma “investigação complicada”, com base para continuar as diligências.
Na última quinta-feira, 175 ativistas que participavam da Flotilha Global Sumud, com destino à Faixa de Gaza, foram presos por Israel após a interceptação de parte dos seus barcos em águas internacionais perto da costa da Grécia.
Um oficial das forças de Israel orientou que os ativistas entregassem a ajuda humanitária para Gaza em outro local, alegando que há um bloqueio naval na região do enclave palestino, mas parte da flotilha seguiu viagem e foi interceptada.
O centro jurídico Adalah, que representa em Israel tanto Ávila quanto o ativista palestino-espanhol Saif Abukeshek – também detido na flotilha e acusado de crimes de terrorismo -, informou que a audiência do brasileiro nesta terça-feira durou aproximadamente meia hora e que um representante do Shin Bet (a agência de inteligência interna israelense) foi quem solicitou a nova prorrogação de seis dias da prisão.
A audiência do ativista palestino-espanhol foi realizada imediatamente depois no mesmo tribunal de Ashkelon, cidade costeira ao sul de Israel, e, após pouco mais de dez minutos, o juiz também estendeu a detenção de Abukeshek pelos mesmos seis dias.
Os dois estão em greve de fome desde a detenção e vêm sendo interrogados por agentes israelenses.
Segundo informações do jornal The Times of Israel, Israel afirma que Abukeshek e Ávila são afiliados à Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA, na sigla em inglês), acusada pelo Departamento do Tesouro dos EUA de “agir clandestinamente” em nome do grupo terrorista Hamas.
Segundo uma das advogadas, Hadeel Abu Salih, os dois ativistas negam vínculos com o Hamas.
“Eles estão sendo interrogados por sua suposta filiação a uma organização terrorista que ajuda o inimigo durante a guerra, por terem alguma conexão com um agente estrangeiro ou por prestarem serviços a uma organização terrorista, tudo relacionado à atividade nas flotilhas”, disse Abu Salih a jornalistas antes da audiência.
De acordo com a EFE, a defesa dos dois militantes alega que a interceptação da flotilha foi uma “detenção ilegal” e que Ávila teria sido submetido a repetidos interrogatórios de até oito horas de duração, nos quais, segundo sua versão, foi ameaçado de que seria “assassinado” ou “passaria cem anos na prisão”, além de ser encarcerado com a luz da cela acesa durante 24 horas por dia.
As autoridades de segurança de Israel não se pronunciaram sobre as acusações da defesa de Ávila.
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Fonte: Gazeta Mundo


