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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Marlice Pinto Vilela
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Brasília
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02/05/2026 às 22:05
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O advogado-geral da União, Jorge Messias, rejeitado pelo Senado para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira (29), publicou em seu perfil no X uma mensagem motivacional acompanhada de uma montagem produzida por inteligência artificial.
Na imagem, Messias aparece segurando a Constituição Federal junto ao peito. “É preciso coragem para defender princípios quando eles não são populares. Mas é exatamente aí que nasce a história que vale a pena viver. Siga firme. Inspire. Transforme”, escreveu na montagem.
Na legenda, o advogado-geral ainda acrescentou que “o que fazemos hoje ecoa no amanhã”. A arte também traz uma lista de declarações atribuídas a ele próprio: “Defenda a Justiça. Conheça a Verdade. Sirva com propósito. Transforme a realidade”.
Messias teve seu nome rejeitado no plenário do Senado por 42 votos contrários e 34 favoráveis, resultado que representou uma derrota histórica para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde a criação do STF, há 135 anos, apenas cinco indicações haviam sido barradas pelo Senado — todas em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.
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Ministério da Verdade, aborto e “golpe contra Dilma”
Durante a sabatina, senadores questionaram Messias com base em manifestações públicas e documentos de autoria do próprio advogado-geral. Um dos pontos centrais foi sua atuação na ADPF 1141, na qual a Advocacia-Geral da União defendeu a possibilidade de aplicação da assistolia fetal em casos de aborto após a 20ª semana de gestação — período em que o feto está muito próximo da viabilidade extrauterina.
Trechos de sua tese de doutorado também foram alvo de críticas. No trabalho acadêmico, Messias classificou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff como um “golpe” e elogiou a atuação do Supremo Tribunal Federal na chamada “defesa da democracia”, especialmente no enfrentamento aos atos de 8 de janeiro de 2023.
Outro fator que contribuiu para o desgaste de sua candidatura foi a atuação da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), órgão vinculado à AGU e apelidado de “Ministério da Verdade”.
Dias antes da sabatina, a AGU, sob comando de Messias, enviou uma notificação extrajudicial ao X solicitando a remoção de publicações críticas a projetos relacionados ao combate à misoginia. A medida incluiu postagens de usuários e perfis de jornalistas, o que gerou forte repercussão negativa entre parlamentares e reforçou questionamentos sobre liberdade de expressão.
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Fonte: Gazeta Política


