Período de transição
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta, discutiram o período de transição para o fim da jornada de seis dias de trabalho e um de descanso para o de cinco dias com dois de folga sem redução dos salários.
Segundo fontes próximas ao Palácio do Planalto, a grande dificuldade que o relator da proposta Léo Prates vem enfrentando para fechar o texto é o tempo que as empresas terão para se adaptar ao novo formato se o projeto for aprovado pelo Congresso.
Expectativas
Há a expectativa de que o período de transição fique em torno de dois anos, mas dependerá das negociações. Se espera que a oposição peça mais tempo para analisar a proposta, com a votação na comissão especial e no plenário da Câmara no mais tardar até quinta-feira (28).
Além de reduzir a escala de trabalho para o esquema 5×2, o governo pretende reduzir a jornada das atuais 44 horas semanais para 40 horas. O relatório de Prates deve contemplar estes pontos, mas deixando aberta a possibilidade de negociações coletivas e regramento diferenciado para algumas atividades econômicas.
Impacto nas empresas
Os setores mais resistentes às mudanças são os que dependem de operação contínua e mão de obra intensiva, como comércio, supermercados, bares, restaurantes, construção civil, hotéis, transportes e indústria.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução para 40 horas poderia elevar os gastos anuais das empresas entre R$ 178 bilhões e R$ 267 bilhões, dependendo da necessidade de pagar horas extras ou contratar mais funcionários.
Fonte: Gazeta Economia


