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Alexandre Garcia
Por Guilherme Grandi
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12/05/2026 às 10:26
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A primeira-dama Janja da Silva criticou nesta segunda-feira (11) os vídeos publicados por apoiadores da direita que aparecem supostamente consumindo detergentes da marca Ypê após a suspensão de lotes determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A declaração ocorreu durante a cerimônia de sanção do projeto de lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.
Após a ordem da Anvisa, influenciadores e apoiadores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passaram a divulgar vídeos comprando e, em alguns casos, ingerindo produtos da marca em protesto contra a suspensão da venda de produtos da marca Ipê.
“Até quando a gente vai ver gente bebendo detergente contaminado? É muita ignorância”, disparou durante o discurso. Veja abaixo:
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Além de apoiadores de Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle também entrou na discussão ao publicar uma foto do produto nas redes sociais. A publicação aumentou ainda mais a defesa da empresa e as críticas à agência reguladora, que estaria agindo politicamente.
A polêmica começou depois que a Anvisa suspendeu da fabricação e comercialização de lotes de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca fabricados pela Química Amparo. Publicações compartilhadas nas redes passaram a relacionar a medida a doações feitas por integrantes da família Beira à campanha presidencial de 2022.
O ministro Alexandre Padilha, da Saúde, rebateu as argumentações afirmando que o diretor da agência, Daniel Meirelles, foi indicado ainda durante o governo Bolsonaro e que “está na Anvisa cumprindo o cargo e tendo a responsabilidade de cumprir papel técnico”.
“Tivemos no fim de semana uma enxurrada de vídeos irresponsáveis que desinformam a população, que tentam transformar algo técnico, a preocupação com a saúde das pessoas, em disputa política porque essa empresa financiou campanhas do ex-presidente da República e do seu time”, afirmou.
O ministro ainda chamou de “irresponsáveis” as pessoas que vêm defendendo o uso indiscriminado de produtos da marca suspensos pela Anvisa.
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Segundo a agência, inspeções apontaram falhas nos controles de qualidade e possível risco de contaminação microbiológica em produtos com numeração final 1. O Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo informou que o risco sanitário permanece até a conclusão das análises em andamento.
A Anvisa afirmou que a medida foi tomada com base em critérios técnicos e em fiscalizações realizadas em parceria com órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária. Em nota, a agência declarou que as irregularidades encontradas “podem representar risco à saúde”.
A Ypê informou que mantém suspensas, desde o dia 7 de maio, as linhas de produção responsáveis pelos produtos atingidos pela decisão. A empresa afirmou que a medida segue válida mesmo após conseguir efeito suspensivo em recurso apresentado contra a decisão da Anvisa.
Segundo a companhia, a paralisação busca acelerar a adoção das medidas exigidas pela fiscalização sanitária. A fabricante também declarou que mantém “colaboração máxima com as autoridades” para resolver o caso e reforçou seu “compromisso permanente com a segurança e a saúde dos consumidores”.
A empresa ainda destacou que consumidores devem procurar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para orientações sobre recolhimento, troca e devolução dos produtos afetados.
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Fonte: Gazeta Política


