Investigadores endurecem negociações
Investigadores da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF) endureceram as negociações para aceitar a delação premiada do banqueiro preso Daniel Vorcaro no caso do liquidado Banco Master, e agora exigem a devolução de algo entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões em prejuízos em curto prazo, sob risco de ter o acordo rejeitado.
Oferta de Vorcaro
Segundo uma apuração publicada pela Folha de S. Paulo e confirmada pela Gazeta do Povo com pessoas ligadas às apurações, Vorcaro propôs devolver aproximadamente R$ 40 bilhões ao longo de dez anos, mas a oferta desagradou os investigadores. O entendimento é que o valor apresentado e o prazo estendido demonstram pouca efetividade diante da dimensão do rombo provocado pela quebra do Banco Master.
Investigação e colaboração
Integrantes da investigação avaliam negativamente acordos longos após experiências anteriores envolvendo empreiteiras da Operação Lava Jato e a J&F, dos irmãos Batista. Em vários casos, empresas passaram depois a questionar judicialmente os valores acertados ou tentaram suspender pagamentos, enquanto parte das provas derivadas das colaborações acabou anulada pelo próprio STF.
Investigadores afirmam que Vorcaro precisará detalhar onde mantém patrimônio e seus ativos financeiros para garantir o ressarcimento dos prejuízos. Entre o que já é conhecido da investigação, os custos da quebra do banco chegam a R$ 57 bilhões, mas uma entidade de policiais federais estima um rombo ainda maior, de R$ 500 bilhões.
Consequências e expectativas
Apenas o ressarcimento previsto aos clientes pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), abastecido pelos bancos, é estimado em R$ 51,8 bilhões. E ainda não entraram nas contas o rombo provocado nas negociações com o Banco de Brasília (BRB), que postergou a divulgação do balanço de 2025.
A expectativa é que novas fases da operação Compliance Zero revelem danos ainda maiores e ampliem o número de envolvidos no esquema. Isso porque a Polícia Federal ainda tem uma grande quantidade de provas a serem analisadas, entre aparelhos celulares e documentos.
Fonte: Gazeta Política
Fonte: Gazeta Política


