Greve nas Universidades Estaduais Paulistas
A greve nas universidades estaduais paulistas, incluindo a USP, Unesp e Unicamp, atingiu seu ponto mais visível em 20 de maio, com uma marcha de cerca de 5 mil pessoas do Largo da Batata até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo.
Origem da Greve
A mobilização começou como uma disputa interna na USP, após a reitoria apresentar uma proposta que os estudantes interpretaram como uma restrição à autonomia dos espaços estudantis. As demandas iniciais incluíam aumento do auxílio-permanência, melhores condições nos restaurantes universitários e contratação de servidores.
Expansão da Greve
Com o tempo, a greve se expandiu para a Unicamp e seis campi da Unesp, com cerca de 30% dos cursos aderindo à paralisação. O movimento incorporou pautas mais amplas, como a privatização da Sabesp, do metrô e das rodovias, violência policial e políticas para mulheres.
Dimensão Político-Partidária
A greve na USP revela uma dimensão político-partidária, com a presença de partidos e sindicatos. Dany Oliveira, coordenadora-geral do DCE e estudante de Artes Cênicas, é também diretora da UNE pelo Movimento Correnteza, braço estudantil da Unidade Popular (UP), e integra a coordenação nacional do grupo.
Críticas ao Método do Correnteza
As críticas mais contundentes ao método do Correnteza vêm de setores da própria esquerda universitária, que acusam o grupo de aparelhar entidades estudantis para projetar uma agenda partidária.
Reação do Governo e das Universidades
O governo do estado afirmou que repassou mais de R$ 64,3 bilhões às instituições estaduais desde 2023, um valor 28,9% superior ao investido nos quatro anos anteriores. As reitorias tratam a crise como pauta interna e de financiamento, evitando confronto com o governo.
Repressão Policial e Radicalização do Movimento
A repressão policial na reitoria da USP foi determinante para transformar a greve em confronto aberto com o governo Tarcísio de Freitas. A ação policial resultou em cinco estudantes hospitalizados e quatro detidos, e teve o efeito contrário ao pretendido, radicalizando o movimento estudantil.
Movimento Unificado Contra Tarcísio
A marcha de 20 de maio reuniu estudantes, sindicatos e partidos políticos, com o objetivo de expressar um projeto de precarização aplicado pelo governo Tarcísio de Freitas. As eleições para governador de São Paulo estão marcadas para 4 de outubro de 2026.
Fonte: Gazeta Brasil


