EconomiaGoverno busca conter impacto de 'pauta-bomba' que ajudou a aprovar no Congresso

Governo busca conter impacto de ‘pauta-bomba’ que ajudou a aprovar no Congresso

O governo está trabalhando para reduzir o impacto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria um gasto mínimo obrigatório para a assistência social, nos moldes do que já existe para saúde e educação.

A PEC e seu impacto

A PEC estabelece que União, estados e municípios terão de destinar uma parcela mínima da receita ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o que pode chegar a 1% da receita, consolidando uma nova vinculação permanente.

Essa medida pode ampliar o engessamento do orçamento e pressionar as contas públicas nos próximos anos, especialmente em um cenário de fragilidade fiscal, com resultado primário negativo e crescimento da dívida pública.

Reações da equipe econômica

A equipe econômica do governo está discutindo uma solução técnica para conter o impacto da proposta, permitindo que despesas assistenciais já realizadas sejam incorporadas ao piso, evitando aumento imediato de gastos e destravando a votação.

Economistas ouvidos pela Gazeta do Povo afirmam que a PEC adiciona uma “nova camada de rigidez a um orçamento que já é amplamente vinculado” e que a estratégia do governo não resolve o problema estrutural.

Análise dos especialistas

Segundo Alexandre Manoel, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), a PEC reduz a flexibilidade da gestão pública e é inconsistente com a própria estratégia fiscal do governo.

Já a economista Juliana Inhasz, professora do Insper, destaca que a proposta representa um retrocesso no esforço de reduzir a rigidez orçamentária e carrega forte componente político.

Fonte: Gazeta Economia

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