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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Camila Abrão
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04/05/2026 às 22:47
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A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) comparou nesta segunda-feira (4) a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a de um “líder partidário” após o governo Lula (PT) sofrer duas derrotas no Congresso.
Ex-ministra das Relações Institucionais, ela alertou que a gestão petista precisa definir quem são seus verdadeiros aliados para não chegar na disputa eleitoral com “o inimigo dentro de casa”.
“Até aqui nós tínhamos aliança da governabilidade no Congresso Nacional e o presidente Davi foi correto, sim, na maioria dos casos, e o governo também foi correto com ele na maioria dos casos na tramitação das matérias. Agora, eu acho que se está entrando num jogo eleitoral”, disse Gleisi, em entrevista à GloboNews.
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“O governo tem que demarcar o seu campo. O que não pode a gente ir para uma disputa eleitoral com o inimigo dentro de casa. Isso não pode acontecer”, acrescentou.
A deputada acusou Alcolumbre de se articular com a oposição, especificamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, para derrotar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e derrubar o veto ao PL da dosimetria.
Questionada se o “inimigo” seria Alcolumbre, a parlamentar disse que, se ele mantiver a aliança com Flávio, não poderá ser considerado um amigo do projeto governista.
“Eu não estou falando que ele [Alcolumbre] é um inimigo. Só estou dizendo que o comportamento dele foi errado. Isso resultou numa derrota que é uma derrota contra o Brasil. Se o comportamento continuar e ele tiver aliança com o Flávio obviamente que ele não vai ser um amigo”, ressaltou.
Embora reconheça a necessidade de ampliar alianças com o centro para vencer eleições, como feito em 2022, Gleisi ressaltou que o governo não pode dar sustentação a quem pretende derrotá-lo no futuro.
“Mas se as pessoas não querem fazer a aliança ou tem interesses que não permitam que elas façam, não adianta a gente ficar tentando. Nós temos que ser realistas. O que não pode é a gente se enganar que vai ter uma aliança e dar sustentação dentro do governo para quem vai nos derrotar”, declarou.
Senado impôs derrota histórica ao governo Lula
O Senado não barrava um indicado ao STF desde 1894, quando rejeitou cinco nomes apresentados pelo governo de Floriano Peixoto. Messias precisava de, no mínimo, 41 votos favoráveis para chegar ao STF, contudo, recebeu apenas 34. Os votos contrários chegaram a 42.
Após a votação, Messias disse ter sido alvo de uma campanha de desgastes nos últimos cinco meses. Segundo ele, o governo sabe quem foi o responsável por essa articulação.
“Passei por cinco meses de desconstrução da minha imagem, toda sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso”, afirmou Messias após a rejeição.
Além disso, o Congresso derrubou o veto de Lula ao PL da dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela suposta tentativa de golpe de Estado.
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Fonte: Gazeta Política


