Apoio Institucional
O presidente socialista de Portugal, António José Seguro, concedeu ao Fórum de Lisboa, conhecido como “Gilmarpalooza”, o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa. Esse apoio institucional é dado a eventos considerados “relevantes para o debate público”.
De acordo com a organização do evento, a concessão reconhece a “relevância institucional, acadêmica e cívica” do encontro, além de sua “contribuição para o debate democrático e para a reflexão sobre desafios enfrentados por Portugal, Brasil e pela comunidade internacional”.
O Evento
O Fórum de Lisboa deste ano será realizado nos dias 1, 2 e 3 de junho, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. A edição terá como tema “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”.
O encontro é organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, pelo Lisbon Public Law Research Centre, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e pela FGV Justiça.
Participantes
Entre os participantes deste ano estão outros ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Flávio Dino, além do ministro aposentado Luís Roberto Barroso, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do ex-presidente Michel Temer, do presidente da Câmara, Hugo Motta, e de autoridades do governo Lula.
No Brasil, o evento ficou conhecido como “Gilmarpalooza” por reunir uma diversidade de figuras influentes, que vão desde ministros do STF a políticos, empresários, vários juristas e autoridades em Portugal. O apelido faz referência ao festival de música “Lollapalooza”.
Reação de Gilmar Mendes
Em entrevista, Gilmar comemorou a concessão do apoio da presidência portuguesa. Segundo o ministro, a chancela da presidência mostra que “o fórum é um sucesso em Portugal e no Brasil”.
Apesar do nome, o chamado “Alto Patrocínio” não significa necessariamente financiamento direto feito a um evento pelo governo português. A distinção representa apenas um apoio institucional da Presidência da República Portuguesa e está ligada ao uso dos atributos simbólicos do cargo de presidente no país europeu, onde o poder executivo de fato fica nas mãos do primeiro-ministro.
Fonte: Gazeta Mundo


