NacionalFintechs movimentaram R$ 1 bilhão em dinheiro vivo para o PCC

Fintechs movimentaram R$ 1 bilhão em dinheiro vivo para o PCC

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Por Guilherme Grandi

Por Guilherme Grandi

28/05/2026 às 09:48

28/05/2026 às 09:48

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O ministro Dario Durigan, da Fazenda, afirmou nesta quinta-feira (28) que algumas das fintechs que são alvos da Operação Fluxo Oculto, deflagrada mais cedo, chegaram a movimentar R$ 1 bilhão em dinheiro em espécie para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação descobriu que a facção criminosa continuou utilizando financeiras para lavar dinheiro do tráfico de drogas e armas e da adulteração de combustíveis mesmo após a Operação Carbono Oculto, realizada no ano passado.

Seis fintechs são alvos da operação desta quinta-feira (28), algumas delas localizadas na Avenida Faria Lima, em São Paulo, considerada o “coração” do mercado financeiro brasileiro. Durigan afirmou que as empresas foram identificadas após a descoberta do esquema de adulteração de combustíveis e importação irregular de nafta pelo PCC.

“Uma movimentação total de R$ 26 bilhões em seis fintechs nos últimos anos, o que acende o sinal de alerta dos órgãos de inteligência. […] A gente espera avançar no combate do crime organizado de maneira inteligente, que é fazendo a asfixia financeira, identificando as questões que abastecem, de fato, essa engrenagem das organizações criminosas”, afirmou o ministro a jornalistas.

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Dario Durigan ressaltou que essas fintechs foram identificadas após a resolução determinada pelo Banco Central no ano passado, logo após a deflagração da Operação Carbono Oculto, que as obrigou a declarar as movimentações dos clientes nas chamadas “contas-bolsão”, que passaram a ser proibidas por conta da falta de transparência. A operação consistia no depósito de recursos de vários correntistas em apenas uma conta para a compensação no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

“Também identificamos a utilização de criptoativos para fins de lavagem de dinheiro”, completou.

Segundo a Receita Federal, os R$ 26 bilhões da facção teriam sido movimentados entre os anos de 2022 e 2024, além de R$ 365 milhões em criptoativos.

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Das fintechs alvos nesta operação, três não prestaram contas à Receita Federal sobre os investimentos, medida que passou a ser obrigatória após a operação do ano passado. Outras três declararam ter movimentado cerca de R$ 8 bilhões entre janeiro e dezembro de 2025.

"Houve a constatação de operações suspeitas, principalmente com depósitos realizados em espécie, procedimento estranho à natureza de uma instituição de pagamento, e contas abertas em outras instituições de pagamento, gerando uma dupla camada de ocultação", ressaltou a Receita Federal.

Além do esquema de lavagem de dinheiro em fintechs, a operação também apura a continuidade do esquema de adulteração de combustíveis pelo PCC com o uso de nafta petroquímica para o abastecimento irregular de postos na Grande São Paulo. A apuração encontrou uma estrutura de falsificação documental e simulação de venda de solventes para empresas-fantasma.

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Segundo a denúncia, os investigados abriram empresas em vários estados utilizando parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e até presos como laranjas. Essas empresas apareciam formalmente como compradoras de solventes, mas o produto era desviado para abastecer o mercado clandestino de combustíveis.

Quatro fundos de investimento passaram a ser alvo direto da operação, além de duas administradoras de recursos e duas gestoras. Segundo a promotoria, os fundos investigados possuem patrimônio estimado em R$ 205 milhões e registraram crescimento superior a 200% em pouco mais de um ano.

Ao todo, esta nova fase cumpre 55 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Receita Federal, a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a Procuradoria-Geral do Estado, a Polícia Militar e a Polícia Civil.

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Fonte: Gazeta Brasil

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