Aproximação econômica entre Brasil e EUA
Durante um evento realizado em Nova York, Donald Trump Jr., filho do presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu uma maior aproximação econômica entre Brasil e Estados Unidos e criticou a dependência de países aliados em relação à China.
Trump Jr. afirmou que setores como mineração, agronegócio e tecnologia devem ser tratados como áreas estratégicas na relação bilateral entre Brasil e EUA.
Dependência da China
Ele também afirmou que a cadeia global de suprimentos vem sendo capturada por países que não compartilham dos mesmos valores dos Estados Unidos e de seus aliados, abrindo espaço para uma relação mais próxima entre Washington e Brasília.
Trump Jr. destacou que os EUA não podem depender de modelos chineses nem de infraestrutura tecnológica chinesa, e que a mesma lógica vale para países aliados, incluindo o Brasil.
Visão de Wesley Batista
Wesley Batista, dono da JBS, defendeu que o Brasil estreite laços com os Estados Unidos, citando a experiência de internacionalização da JBS no mercado americano.
Batista afirmou que a operação da JBS nos Estados Unidos mostrou semelhanças entre os ambientes empresariais dos dois países, o que facilita a operação de empresas brasileiras nos EUA.
Investimentos e comércio
A China se tornou o principal destino global dos investimentos chineses no último ano, com empresas chinesas investindo US$ 6,1 bilhões no Brasil em 2024, alta de 45% em relação ao ano anterior.
No entanto, os Estados Unidos ainda mantêm a posição de maior investidor direto no Brasil em estoque acumulado, com US$ 232,8 bilhões em 2024, quase seis vezes mais que o investimento chinês.
O Brasil passou a ocupar posição central na estratégia dos Estados Unidos para diversificar o acesso a minerais críticos e terras raras, setor hoje fortemente dominado pela China.
Fonte: Gazeta Mundo


