Reação da Fiesp
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, reagiu ao acordo fechado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para votar o projeto do governo que reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas e acaba com a escala 6×1.
Skaf afirma que o parlamentar não ouviu os setores produtivos e desconhece a realidade enfrentada pelas empresas brasileiras. “Ele tem conhecimento do que acontece na vida real do país e dos setores [da economia]? Ele não tem esse conhecimento, porque ele não discutiu com os setores”, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo.
Criticas ao acordo
Paulo Skaf também criticou a pressão do governo para acelerar a votação da proposta no Congresso Nacional. Segundo ele, os parlamentares acabam tendo de sucumbir à “pressão do governo, que tem isso [redução da escala] como bandeira eleitoral, lamentavelmente”.
Skaf defendeu uma análise individualizada para cada segmento produtivo, citando que “a realidade da saúde não é igual à da agricultura ou à da siderúrgica, ou à do restaurante”.
Exemplos e impactos
O dirigente ainda citou o Chile como exemplo negativo após mudanças semelhantes na jornada de trabalho aprovadas em 2024. Segundo ele, a medida provocou aumento da informalidade, desemprego e inflação, além de estudos que apontariam uma possível queda de 1% a 3% no PIB brasileiro caso a redução seja aprovada sem planejamento.
A Fiesp também alertou para impactos diretos na competitividade das empresas nacionais. De acordo com Skaf, a indústria brasileira trabalha atualmente com margens médias de lucro entre 2% e 3%, o que poderia dificultar a absorção dos custos gerados pela nova jornada de trabalho.
Fonte: Gazeta Economia


