Por John Lucas
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21/05/2026 às 23:13
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Adys Lastres Morera, irmã de uma general cubana ligada ao alto escalão econômico e militar do regime comunista de Cuba, foi presa nesta quinta-feira (21) na Flórida, depois de ter sua residência permanente nos Estados Unidos revogada. Segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio, Morera está agora sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês). A prisão dela ocorre em meio a pressão dos EUA sobre Havana.
Morera é irmã da general Ania Guillermina Lastres Morera, presidente executiva do GAESA, conglomerado financeiro controlado pelos militares cubanos, segundo os EUA. De acordo com Rubio, o GAESA atualmente “rouba milhões em ajuda destinada ao povo cubano” a mando do regime comunista.
Em publicação no X, Rubio afirmou que Morera vivia na Flórida, administrava ativos imobiliários e, ao mesmo tempo, ajudava o regime comunista de Havana.
“Não haverá nenhum lugar nesta Terra, muito menos em nosso país, onde estrangeiros que ameaçam nossa segurança nacional possam viver luxuosamente”, declarou o secretário de Estado americano.
Segundo informou o portal cubano Martí Noticias, autoridades migratórias americanas se preparam neste momento para deportar Adys Lastres Morera para Cuba. A prisão dela ocorreu meses depois de o veículo revelar que ela vivia nos EUA. Morera tinha uma empresa de investimentos imobiliários na Flórida, apesar da ligação familiar direta com uma das principais figuras do aparato econômico e militar do regime cubano.
A prisão de Morera ocorre duas semanas depois de o Departamento do Tesouro dos EUA incluir sua irmã, a general Ania Guillermina Lastres Morera, na lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). Segundo o perfil oficial do Partido Comunista de Cuba, Ania comanda o GAESA desde 2022, é membro do Comitê Central e deputada da Assembleia Nacional desde 2018.
O GAESA é considerado o núcleo econômico das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba. O conglomerado controla áreas estratégicas na ilha, como turismo, comércio em divisas, remessas, bancos, logística portuária e parte do comércio exterior. O governo americano acusa o grupo de permitir que uma pequena elite do regime cubano desvie recursos da ilha e mantenha até US$ 20 bilhões (R$ 100 bilhões, na cotação mais recente) em fundos ilícitos em contas no exterior.
Antes de emigrar para os EUA, Adys Lastres Morera administrava imóveis para aluguel em Cuba. Segundo o portal Martí Noticias, um perfil verificado em seu nome no aplicativo de hospedagens Airbnb mostrava ao menos três propriedades turísticas em Havana, incluindo uma casa perto da Praça da Revolução e um apartamento descrito como de “luxo e conforto”.
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Fonte: Gazeta Mundo


