EUA aplicam sanções contra empresas e indivíduos
O governo dos Estados Unidos aplicou uma nova leva de sanções contra três pessoas e nove empresas acusadas de ajudar o Irã a vender e transportar petróleo para a China.
Segundo o Departamento do Tesouro americano, a medida mira uma rede usada pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica para driblar sanções, esconder a origem das operações e enviar recursos ao regime iraniano.
Objetivo das sanções
A decisão ocorre dias antes da reunião prevista entre o presidente Donald Trump e o ditador chinês Xi Jinping, na qual, segundo a imprensa americana, o republicano deve pressionar Pequim a ajudar a resolver o impasse com o Irã e a reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia.
De acordo com o Tesouro, os alvos da nova rodada incluem quatro empresas sediadas em Hong Kong, quatro nos Emirados Árabes Unidos e uma em Omã.
Empresas e indivíduos afetados
As sanções também atingem três pessoas ligadas à estrutura petrolífera da Guarda Revolucionária, todas acusadas de coordenar pagamentos e operações comerciais para a venda de petróleo iraniano.
Entre as empresas citadas estão Hong Kong Blue Ocean Limited, Hong Kong Sanmu Limited, Ocean Allianz Shipping LLC, Atic Energy FZE e Zeus Logistics Group.
Consequências das sanções
Segundo o Tesouro, a campanha financeira em curso contra o Irã já interrompeu bilhões de dólares em receitas petrolíferas projetadas para Teerã, levou ao congelamento de quase meio bilhão de dólares em criptomoedas ligadas ao regime e atingiu redes bancárias paralelas usadas pelo Irã.
Além das sanções do Tesouro, o Departamento de Estado anunciou uma recompensa de até US$ 15 milhões por informações que ajudem a desmontar mecanismos financeiros da Guarda Revolucionária.
Fonte: Gazeta Mundo


