Em meio à falta de confiança pela fase terrível na Série B do Campeonato Brasileiro, o América pode flertar com o próprio passado e buscar energia para acreditar que a reação ainda é possível. O exemplo é a própria campanha na Segundona de 2019, quando o Coelho teve um início parecido com o atual e renasceu das cinzas.
Na lanterna, com apenas dois pontos, o time mineiro ainda não venceu na competição e soma seis derrotas e dois empates em oito jogos. O aproveitamento é parecido com o de 2019, quando o time encerrou a oitava rodada na antepenúltima posição, com cinco pontos. Foram cinco derrotas, dois empates e uma vitória.
Naquele ano, o calvário americano persistiu até a 12ª rodada: mais duas derrotas e dois empates, com o retorno à última colocação, com sete pontos. Na rodada seguinte, quando ninguém mais acreditava, o Coelho renasceu e venceu a Ponte Preta por 1 a 0, com gol do atacante Felipe Azevedo, no Moisés Lucarelli.
Dali em diante, o América iniciou uma reação histórica, que quase foi fechada com chave de ouro ao final da Série B, com o retorno à elite nacional. O time chegou à última rodada diante do rebaixado São Bento e precisava apenas de uma vitória no Independência para subir, mas acabou derrotado por 2 a 1 diante da torcida.
O passado não entrará em campo daqui para frente, mas servirá para mostrar que o renascimento é possível. A missão está com os personagens atuais: dirigentes e jogadores que vestem a camisa do América. O próximo desafio será contra o São Bernardo-SP, no próximo sábado (16/05), às 16h, no Estádio Primeiro de Maio.


